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Re-União 2017

Herói

March 15, 2018

 

Não conheci, em minha vida, nenhum verdadeiro herói, exceto, talvez, em livros de história.
Alguns, com o tempo, foram desmistificados.

No dia 15 de janeiro deste ano, há exatos dois meses, entretanto, chorei com meus amigos da Venezuela o assassinato frio de um jovem.
O jovem era Óscar Perez.
Desafiando há meses o poder do narco governante Maduro, esbirro de Cuba, Óscar foi assassinado, apesar de seus pedidos de rendição, gravados durante a ação dos assassinos.
Com ele, foram mortos uma mulher e uma criança.

Naquela tarde trágica, perplexo, eu repetia em conversas com a Venezuela o único que me ocorria, como um refrão:
Isso não pode ter sido em vão.
Isso não pode ter sido em vão.

Não foi.


Óscar, amante das crianças e do povo venezuelano, se transformou em seu herói.
Um herói que é o ícone, hoje, de todos os outros heróis anônimos sacrificados por Maduro, mortos ou enterrados vivos nas Tumbas, debaixo da terra.
Maduro, o assassino, comemorou.
Carregará para sempre em sua porca história esse carimbo: o de ter tentado esmagar a liberdade de seu povo matando quem a representava e lutava por ela.

 

*Óscar não é sómente o herói do povo de um país.
É o herói de todos os homens do planeta, de todas as raças, que carregam no peito, guardada, a única palavra que os torna dignos diante da tirania:
liberdade.

Não foi em vão, e não será.

 

 

Óscar Pérez, além de piloto, praticava artes marciais.
A origem de seu nome vem do inglês antigo, e significa 'lança de Deus' ou 'combatente divino'.

Para Óscar, sua família e para E.S.

 

 

 

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