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Re-União 2017

Fake news

March 19, 2018

 

 

 

O Facebook virou a comunicação mundial de cabeça para baixo. 

Foi uma verdadeira bomba atômica. Depois dele os jornais e revistas, a mídia impressa começou a desaparecer que nem as Twin Towers debaixo do entulho.

 

Pela primeira vez as pessoas puderam falar e se mostrar, umas `as outras, eletronicamente, sem passar pelo editor de um veículo impresso, que podia escolher tanto o teor das matérias quanto o que o público pensava delas. No máximo, o editor costumava pinçar frases de um ou outro leitor e as publicava numa pequena secção do jornal chamada “Cartas do Leitor”. 

Nessa época de poder dos veículos de comunicação impressos e do rádio, nos impingiam aquilo que queriam que soubéssemos. Ele tinham as rédeas nas mãos, estávamos todos como cavalos numa carroça, trotando para onde nos desejassem. Reputações de homens ou partidos subiam ou desciam dependendo do interesses dos patrões, os magnatas da imprensa escrita ou falada. 

 

Foi quando explodiu o evento da mídia digital, com os computadores domésticos. Agora entrávamos num mundo de liberdade. Qualquer um podia escrever e mostrar o que quisésse. Nos lambuzamos, teclando o que queríamos, livremente. Viramos um Big Bother de nós mesmos.

 

Mas junto com essa liberdade, veio vicejando o que foi chamado de fake news. Aproveitando  dessa nova liberdade de dizer tudo, veio a mentira, a informação falsa, dissimulada ou não. Qualquer um podia derrubar uma pessoa, ou uma idéia com uma simples frase. E depois fugir, se escondendo no anonimato. No universo político isso se tornou uma arma útil para envenenar a opinião pública contra os adversários. Percebendo o perigo das fake news e como elas podiam ser mortais, escritórios especializados na intriga e na má fé se multiplicaram. Estava criado o ramo criminoso das fake news. Até robots foram programados para entrar em milhões de computadores, repetindo mentiras.

Então, para combater a mídia digital, a mídia impressa adotou a contra-medida de discutir publicamente esses aspectos nocivos das fake news.

O público, que já estava desconfiando da manipulação a que estava vitimado, pegou a idéia de se tornar em Sherlock Holmes dos posts escritos, passando a denunciá-los furiosamente. 

 

Nesta nova fase de denuncias se diz, basicamente que mídia digital sim, mas olho vivo para não virar inocentemente "um repetidor de mentiras ou notícias maliciosas.” Inteligente.

Vejam a quantidade de linhas dedicadas ultimamente acusando as fake news nos veículos impressos. Pesquisas, testemunhas, arrazoados de sociólogos, gráficos convincentes etc etc. sugerindo que o público está sendo manipulado pelas mentiras eletrônicas. 

É como se uma revista dissesse “não seja trouxa, lendo aqui você tem certeza de que não será enganado, nós somos respeitáveis, assinamos nossos nomes nas matérias, não somos virtuais”. 

 

Enfim, está em curso uma nova batalha pela preferência do leitor, procurando recuperar a credibilidade e importância da palavra impressa.

A pedra de toque dessa estratégia é a confiança.

Aguarde os desdobramentos desta guerra, que apenas começou.

Talvez tenha chegado a hora dos sites respeitáveis, que podem ser lidos sem ser necessário estar sempre em defesa, levantando a sobrancelha em reflexão e balançando a cabeça, em mal disfarçado desconforto.

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