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Re-União 2017

Entre bananeiras e seringueiras

April 9, 2018

O Brasil das bananeiras viçosas e das cadeias com ar condicionado é o país dos políticos profissionais.
Profissão bacana, rende mais que a de traficante.
E, até ontem, não tinha risco nenhum.
Só alegria.
E nem precisa ter qualificação, ter estudado ou trabalhado.
A política brasileira, pelo contrário, aceita qualquer um de braços abertos, de incompetentes a analfabetos.
Desde que tenha uma única vocação: a de jogar sujo.
E voilá!

 

Mas temos por aqui também outra classe: a dos candidatos profissionais.
Aqueles que hibernam entre uma e outra eleição.
Nesse período, são completamente alheios às agruras da nação.
Não se manifestam, ocupados em cuidar de suas vidas, que não é a vida do povo.
Apenas mantém um silêncio sábio, não se comprometendo com coisa alguma.

Ontem, Submarina Silva foi arremessada como candidata da Rede -oficialmente- ao cargo de presidente do Brasil.
Ontem, quando o maior bandido brasileiro, antigo cumpanheiro, foi pra jaula.
E justamente ontem, quando esse mesmo bandido lançou, praticamente, entre um gole e outro de sua água benta (devidamente abençoada pelo bispo a seu lado) a candidatura de outros dois estranhos seres: Manuelinha e Boulos.

Submarina está em boa companhia, nestes dias.
A futura e previsível derrota em outubro não a incomoda.
Afinal, existe o fundo partidário.
Que vai garantir a hibernação depois.

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