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Re-União 2017

O agronegócio é o último bastião da resistência

April 26, 2018

O Brasil está falido, o micro empresariado perdeu a vontade de continuar, o empreendedorismo virou uma utopia mantida por suados esforços da mídia que tenta forçar a barra aos jovens a empreender, para esconder a verdade que ninguém mais consegue bons empregos e planos de carreira na iniciativa privada. As grandes empresas amargam dias difíceis de baixas vendas e terrorismo tributário.


O único segmento que está sustentando o PIB e mantendo o país dentro de uma delicada harmonia econômica, é o agronegócio. O homem do campo está carregando o Brasil nas costas e sua paciência está se esgotando.

A cidade grande não sabe, mas a indignação com os rumos que o Brasil está tomando é o assunto principal no ruralismo nacional e agora já pode ser ouvido nas pequenas propriedades.

 

Milagres de planejamento, automação e esforço envolvendo operários da terra, fazendeiros, operadores, técnicos e empresas de tecnologia estão convertendo tripas em coração para manter o Brasil produzindo alimentos e gerando riquezas e tudo isso sob o pesado custo do óleo diesel, dos implementos, defensivos e da escassez de chuvas e mão de obra, sem falar na infraestrutura que deveria ser fornecida pelo Estado, que é praticamente inexistente, pois o modernismo só existe da porteira pra dentro, fora dela, ainda vivemos no século 19.

 

Para se ter uma idéia 95% da estradas secundárias são de chão batido, abertas nos séculos passados por indígenas, bandeirantes e garimpeiros. Uma única fazenda muitas vezes necessita de 2.000 viagens de caminhão para escoar a produção até o entreposto regional, onde cada viagem pode exigir até 300 km de ida e volta.

 

Vocês sabiam que uma carreta de grãos possui até 22 pneus que custam R$ 1.200 a unidade? E que um kit de embreagem chega a custar R$ 9.000?

 

E ainda existe o problema do alto custo da energia, do gás e a falta de telecomunicações. Hoje um agricultor tem que andar dezenas de quilometros para pagar um simples boleto bancário, porque a maioria das propriedades rurais não possui internet e nem telefones. Ninguém aguenta mais produzir com tamanhos custos e falta de condições e se nada for feito a máquina vai parar.

 

Em meio a tantos problemas, o campo está dando um show de eficiência e essa maravilha é estrategicamente mantida sob o silêncio das autoridades e da mídia que deveria dar apoio ao homem do campo, que assim como todos os brasileiros que trabalham, está abandonado. E isso é feito porque o governo tem real ciência da importância que o agronegócio exerce na economia e na segurança nacional. É isso mesmo, segurança nacional.

O governo não incentiva agricultura porque tem medo da força que o agricultor possui mas não sabe. Força essa que pode ser ativada a qualquer momento.


Se o campo parar de produzir, em apenas 10 dias o Brasil entra em estado de calamidade. Uma parada como essa poderia ser catastrófica, pois é possível viver sem energia, combustível e comunicação porém experimente ficar duas semanas sem comer.

A fome é o gatilho para a guerra civil.

 

Alem do fantasma da fome, o Estado entraria em colapso porque utiliza os títulos de mercado de futuro e commodities para honrar acordos com outras nações e uma paralisação no campo poderia provocar uma moratória internacional de efeito em cadeia, capaz de se alastrar na economia mundial, pois o Brasil é o celeiro do mundo, que produz riqueza fundamental para que outros países especulem sobre ela, ou seja, a riqueza de muitos países é feita sobre o processo de agregar valor sobre os produtos desenvolvidos no campo brasileiro.

 

Mesmo com todo esse poder estratégico, o homem do campo é um gigante adormecido mas quando ele se levantar, o Brasil vai tremer e não vai ter político, STF capaz de resistir. É por isso que o governo mantém o agricultor sobre o cabresto do eterno abandono e dos juros abusivos, sem falar em questões regulatórias absurdas, exigências de mercado e uma complicada insegurança jurídica que se formou sobre a propriedade da Terra, em um país onde um exército de bandidos que se denomina MST, tem liberdade para destruir propriedades e invadi-las à força.

 

Diante de tanto desmando na política e a total indiferença das Forças Armadas, é bem provável que o único grupo que vai resistir ao entreguismo do país são os valentes agricultores, pois é a única classe que não se vendeu ao lulo petismo e nem se acovardou.


Assim como na antiga Rússia czarista, a revolução socialista começou pelo campo, aqui está iniciando a contra-revolução.

O soar dos tambores já pode ser ouvido no interior do Brasil.

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