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Re-União 2017

Dois brasis

May 2, 2018

 

 

A façanha eleitoreira recente de Michel Temer, ao tentar andar pelas ruas de São Paulo em 'solidariedade' ao povaréu assombrado pelo desabamento do edifício em chamas provocou seu óbvio resultado: o presidente tampão foi praticamente apedrejado nas ruas, e teve que desaparecer correndo.

A sociedade enxerga claramente -e hoje mostra isso- que Temer não tem nada a ver com as ruas.

Temer vive em outro país.

O país das esmolas -como o aumento de 5% no bolsa família- que fatalmente gerariam votos em outros tempos.

Uma nação atrasada, engessada por velhas e corruptas oligarquias que se recusam terminantemente a largar o osso que roem há décadas.

 

Falar dos renans, dos sarneys, dos collors e de todo o resto de trastes cheirando a mofo que compõem o desgoverno brasileiro é chover no molhado, mas é preciso.

Atarraxados ao poder e blindados por um muro imoral que levantaram cuidadosamente ano após ano ao seu redor, essa corja vive num país muito diferente da maioria dos brasileiros.

O STF é parte desse muro. E outros ninhos de cobra. 

Mais outros tijolos, espalhados por todos os segmentos da sociedade, entre empresários corruptos, juízes lenientes, sindicatos de bandidos, e políticos...muitos políticos, desde o vereadorzinho de uma cidade no fim do mundo aos senadores da república.

 

Dentro desse muro apodrecido e carcomido está outro país, cheio de gente que se recusa a sair e com milhares que querem entrar pra viver de privilégios.

Os habitantes desse país não enxergam, alienados, o Brasil real que precisa crescer, evoluir, obter cultura, saúde decente, educação...

Não enxergam o país dos verdadeiros trabalhadores - não aqueles aos quais se refere lula e seus sindicatos de ladrões, buchas de canhão de uma bandeira velha, gasta, populista e atrasada.

Assim, cegos como toupeiras, se aventuram em candidaturas surreais como a de Temer, que na verdade é apenas uma tentativa desesperada para manter o foro privilegiado e não responder pelos crimes cometidos.

E se aventuram nas ruas, como se isso fosse possível com uma rejeição estrondosa de 99% pelo povo brasileiro.

Temer, acostumado há décadas a conspirar em porões, é o representante desse país atrasado que ninguém mais quer.

 

O povo nas ruas o reconhece, justamente, dessa forma.

 

Rachado ao meio e dividido, o país se arrasta.

Mas chega finalmente a um dilema fatal:

Em 2019, apenas um desses brasis sobreviverá e estará vivo.

Já não há mais espaço para os dois.

Os cenários do teatro montado vão desabando um a um, feito prédio incendiado em São Paulo.

 

Que desabem.

 

 

 

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