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Re-União 2017

Fundamental.

May 15, 2018

Um homem aponta uma arma em direção a várias crianças - pelo que se vê da imagem, todas meninas. Indefesas. Perto delas, mulheres comuns - suas mães. 
Não fosse por uma mulher diferente, que portava uma arma - o que a tornou tão letal quanto o homem - o final tinha tudo para ser bem diferente.

 
Quem aponta uma arma a alguém faz uma aposta que nem sempre acaba bem para quem está de frente para o cano: o dedo pode ou não deslizar pelo gatilho. O portador da arma pode ou não se assustar e dispará-la. Assume-se o risco do azar aparecer.

Não importa a intenção, a partir do momento em que se aponta uma arma para a cabeça de alguém, a morte já lhe espreita de longe para, ao menor descuido, fazer seu trabalho.

 

É por isso que aprendi que quem saca uma arma só deve fazê-lo com a intenção de efetivamente usá-la. 
Apesar disso, há alguns seres psicopatas, sem a menor noção de empatia - capacidade de se colocar no lugar do próximo - dizendo que a policial preferiu "defender a propriedade privada a entregar sua bolsa e poupar as crianças de um trauma maior".

 
Estar sob a mira de uma arma significa estar sob um trauma, pois estar sob a mira de uma arma necessariamente significa chance iminente de morrer. Quem fica sob a mira do assaltante está apenas a um dedo de distância da morte. Tirar as crianças da mira da arma não só foi correto ou corajoso, mas foi FUNDAMENTAL.
Se você admite o simples gesto de apontar uma arma a qualquer pessoa, quanto mais uma criança, uma parte de você já morreu, sua capacidade de compreensão está limitada: você já não é mais um humano completo.

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