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Re-União 2017

Sinal dos tempos

May 17, 2018

    Semana passada ocorreu um episódio na escola da minha filha, de 6 anos, que muito ilustra o momento no país em que estamos vivendo.

    Eis a história: a professora informa que os alunos irão fazer um passeio externo, para um evento específico e que, na sequência, irão tomar sorvete.

    Pede aos pais que se manifestem. A maioria gosta da idéia. Mas eis que surge uma mãe dizendo que o filho está tomando antibiótico e pedindo para o sorvete ser retirado do passeio, pois não seria "justo" com o filho dela que os outros tomassem sorvete e o garoto não.

    Na sequência, não contente, pede que todos os outros sejam "solidários" com o filho dela. Constrangida a professora e constrangidos os pais, todos se submetem ao capricho de uma mãe caprichosa e retiram o sorvete do passeio.

     

    E então, como num passe de mágica, a minoria dita as regras da maioria.

    Esse é o perfeito exemplo em que a solidariedade, uma virtude espontânea entre as pessoas, se torna obrigação e instrumento perverso de coerção de um pequeno grupo.

     

    Vejam, a mãe não foi "solidária" com o programa definido pela maioria. Simplesmente obrigou, através do recurso fácil do apelo sentimental em público, que os demais seguissem o seu desejo personalíssimo de mãe.

     

    Ora, o que não é isso se não um pequeno exemplo das chamadas"ações afirmativas" que vem ocorrendo no país?

    Uma minoria qualquer entende que é uma vítima da sociedade. Na sequencia, constrói um discurso bem elaborado de vitimismo. Vai mais além e demanda não somente a solidariedade dos indivíduos para que olhem com compaixão para seu caso mas também a mão forte legislativa para que legisle ao seu favor, protegendo-a e privilegiando-a, ao custo de todos os demais e, desse modo, obrigue toda a grande maioria a se submeter aos seus caprichos e idiossincrasias.

    Constrangidos e confusos com os conceitos de solidariedade espontânea entre as pessoas e poder impositivo legislante de uma minoria, a maioria se silencia.

     

    E assim todo o país, pouco a pouco, vai se submetendo a regras ilegítimas de um pequeno grupo até que...bem, até que o pequeno grupo passa a mandar em todos. A partir daí, só Deus sabe o que está por vir...

     

    Não é possível ficar em silêncio com essas pequenas coisas do dia a dia. Isso é pequeno, mas está profundamente errado.

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