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Re-União 2017

Arte, quarto de bebê e ratos

June 6, 2018

 

 

Um dois investimentos preferidos pela bandidalha de Brasília para lavar o dinheiro sujo roubado do povo é a compra de obras de arte.

É a propina que vira pintura, escultura...

Bom negócio para quem vende e quem compra.

Canalhas precisando lavar grana é o que não falta em Brasília.

E ruim, evidentemente, para quem não está envolvido nesse circuito.

Desse mercado podre, estão excluídos os artistas emergentes, que na verdade são os que mais precisariam de incentivo do governo, caso existisse governo.

Esses estão esquecidos. Cultura só interessa mesmo quando é ferramenta pra sacanagem.

Nada mais.

 

Geddel, o gordinho burro, acabou se esquecendo ou não tendo tempo pra comprar belas pinturas, e junto com mamãe -a dele- entulhou um apartamento com dólares roubados.

51 milhões de reais que poderiam estar pendurados na parede, ao invés de amontoados em singelas caixas de papelão.

 

Mas a criatividade da bandidalha as vezes assume ares de comédia.

Na caça aos canalhas, a PF descobre malabarismos dignos de um script surrealista.

 

No caso do coronel aposentado João Batista Lima Filho -amigão de Temer- por exemplo, a PF descobriu sua ligação com a empresa Rodrimar, que atua no terminal portuário de Santos.

Essa empresa, segundo as investigações, pagou propina para o presidente tampão assinar o Decreto dos Portos, que a beneficiou.

O de sempre, em se tratando de Temer e MDB.

A acusação contra Lima se apoia em grande parte em documentos que foram encontrados escondidos na casa de um de seus sócios, Carlos Alberto Costa.

Mais especificamente, no quarto de um bebê.

Entre eles, documentos identificando uma offshore no Uruguai, e extratos no valor de 24 milhões em seu nome e em nome de sua empresa.

Não é a primeira acusação de recebimento de propina por Temer e Lima, que evidentemente negam tudo. O de sempre.

 

Enfim, a bandidalha usa de tudo pra esconder o dinheiro que rouba: paraísos fiscais, caixas de papelão, documentos comprometedores enfiados em quartos de bebê, pinturas, esculturas, sítios em Atibaia, apartamentos no Guarujá...

O mercado paralelo de grana suja é movimentado no Brasil.

E Temer, atuando nele desde os tempos do MDB do regime militar é, digamos, um expert no assunto.

 

Não à toa, foi escolhido pelo PT, o partido oficial da corrupção, como plano B caso o governo da tresloucada Dilma afundasse, como afundou.

Sou capaz de apostar - embora ninguém tenha ainda levantado o assunto- que as paredes da casa ou das casas de Temer devem estar forradas por obras de arte.

Obras caras. Muito caras.

E pagas pelo povo.

Pagas inclusive pelos artistas de verdade, que neste país não conseguem sobreviver.

 

 

 

 

 

 

 

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