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Re-União 2017

O caudilho urra

June 19, 2018

Acabo de ouvir até o último minuto da entrevista dada pelo candidato Ciro Gomes à Jovem Pan. 
A fala do político ladino é escorregadia, aparentemente sedutora.

Ele mostra boa retórica e tenta impressionar com números, dados técnicos e estatísticos. Ele tenta mostrar um conversê d especialista doutorando  em qualquer tema. 

Quem não conhece suas táticas retóricas pode até ficar deslumbrado, mas quem conhece o tipo sagaz, não. 

Ciro é contumaz na arte de ofertar números falsos e estatísticas duvidosas - saídas da sua própria interpretação acerca da matéria discutida. 

O sujeito tem rigorosamente o mesmo programa de governo socialista, com um agravante: seu "modelo desenvolvimentista" - que ele cita de dez em dez minutos - é o modelo chinês. Ele quer que o Brasil copie o modelo econômico chinês, e de quebra, adote o mesmo tipo de “democracia”.

Ora! A China não é uma democracia, nunca foi. Todos sabemos que o Estado é absoluto, totalitário e controla cada passo do cidadão. 

Ciro escora-se em manjados clichês marxistas para mostrar sua preocupação social e humanitária. Tudo balela! E nós sabemos como funciona o mecanismo do sistema que ele quer impor ao Brasil. E como usam hipocritamente a massa de manobra em palanques e discursos eleitoreiros. 

Ele tem o desplante de repetir, e na maior cara de pau, que é um "democrata convicto”. Obviamente, seu conceito de democracia não coincide com o nosso, ou com o conceito clássico de democracia. Mas, com o conceito da República Popular da China, da República Democrática da Coreia do Norte, da República Democrática Alemã (DDR) e outras nações que adoram usar do vocabulário para justificar seu regime. 

De todos os candidatos à presidência, Ciro é o mais perigoso e anti-democrático. Ele é aficionado pelo controle estatal e repete a mesma ladainha de décadas: “a elite empresarial egoísta e gananciosa que rouba o Brasil nos colocou na presente situação”. 

Seu discurso mofado é o mesmo do PT, PSOL e similares, apesar de negar veementemente suas ligações viscerais com a máfia esquerdosa que destruiu o Brasil. 

Ciro tem todos os traços para ser mais um perverso caudilho sul-americano: é autoritário, extremamente vaidoso, marxista, ignorante e que julga seu atrasado modelo político como, moral e economicamente, superior. 

Ele tenta - sem sucesso - nas entrelinhas dizer que dialogará com o povo, que é a favor do consenso, da prudência e da pluralidade de ideias. Entretanto, cai em contradição sempre que expõe com truculência e soberba aquilo que julga ser o certo e o imprescindível ao país. 

Ciro Gomes quer mais Estado na vida das pessoas, quer taxar ainda mais o setor que gera riqueza no Brasil. Ele quer fazer “do jeito dele” aquilo que já foi testado inúmeras vezes e nunca revelou êxito algum. 

Se eleito, governará o Brasil com mãos de ferro e pés de gigante para esmagar seus opositores. Um homem que enxerga na Venezuela um país democrático, e considera um capitão do mato todo aquele que não se submete à sua cartilha ideológica. 

Enfim, o político é perigosíssimo e pode fazer do Brasil um inferno ainda maior do que o atual. Ciro Ferreira Gomes é um idealista intransigente de tudo que já deu errado no mundo. E, claro, ele diz que sua fórmula é nova, nunca foi testada e que com ele vai funcionar, pois só ele sabe fazer e conhece o caminho das pedras. 

Todas as vezes, na história da humanidade, quando deram um voto de confiança para este tipo de discurso atraente, ele revelou-se uma tragédia. No Brasil não será diferente. 


 

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