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Re-União 2017

Síndrome de Korsakov

July 5, 2018

A crença definitiva, absoluta, pétrea em algum fato ou ato, ou mesmo sobre a própria personalidade, configura um aspecto patológico, denominado de Síndrome de Korsakov. Quando escuto, leio ou vejo o Flagelo do Agreste repetindo seu principal bordão: Não, sei, não vi, nunca escutei nada a respeito, percebo a evidência da síndrome. Perguntado sobre o mensalão, o sitio, as bandalheiras, mutretas e “maracutaias” produzidas por sua ORCRIM, sua quadrilha, seus mais próximos assessores e amigos, a resposta e o desconhecimento a amnésia, o parkinsonianismo de ocasião.


Sempre que o reeducando, em custodia na PF de Curitiba, tem oportunidade de dizer algo, o auto elogio, a vaidade megalômana, o discurso histórico-sideral, desabrocham com veemência, em números e estatísticas absurdas. 
Ele é o verdadeiro messias, o salvador das minorias pobres e ignaras do jugo dos abastados. O multiplicador de bumbas e meus bois, o distribuidor das riquezas e alegrias, tais como a arena de seu clube de preferência, a ferrovia do absurdo que vai do nada a lugar nenhum, ou o estaleiro nordestino, cujo único navio construído não ganhou os verdes mares de norte a sul.

 
Seu discurso contabiliza e alardeia estatísticas maravilhosas. 

Foram milhões de cidadãos que mudaram de classe, da C para a classe A, sem escalas e sem baldeação. Apenas com a distribuição de cestas disso e daquilo. Milhões de miseráveis que passaram a comer todo dia três refeições quentes, um café da manha reforçado, um lanche e uma ceia, junto com o jornal das 22 horas na TV. Nada incomum. 


Nas apresentações do Flagelo do Agreste, não existe memória para os discursos e improvisos do seu poste, o mais esdrúxulo, pífio, corrupto e incompetente prolongamento de seu nefando governo. A marionete do iluminado ficou famosa pelas respostas e conversas desfocadas, desconexas, e absurdas que deu.


A narrativa usada em seu palanque, invariavelmente, remeteu ao “ chão de fábrica” as greves “daquele tempo”, as conquistas e vitórias contra o patrão. Os companheiros de lutas, sempre mencionados, estão por ali, no tradicional papel de papagaio de pirata, acompanhados dos novos futuros candidatos a tudo que a ORCRIM determinar.


Tenho a impressão que, melhor do que a carceragem da PF seria o manicômio judiciário, na ala dos furiosos, manipuladores, obcecados e paranóicos. Mas, nesse caso, alguns dos seus mais notórios amigos os Vampiros da Ceguinha, fariam de tudo para colocá-lo entre os normais, apenas e ainda talvez, com a justiça, no maximo afivelada ao seu pé.


Acreditar de forma obsessiva nas histórias que, eventualmente, nós mesmos inventamos, é mais comum do que se imagina. Estudos mostram que a confabulação está na gênese da compreensão do mundo.

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