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Re-União 2017

Além da indignação

July 13, 2018

O noticiário nos dá conta de mais uma patifaria dos ilibados e impolutos parlamentares, em sua volúpia por boquinhas e sinecuras a serem distribuídas entre seus áulicos e baba-ovos.
A proibição do uso político de cargos, funções ou empregos, nas empresas ditas estatais, (deveriam ser empresas parlamentares) caiu. Logo que o “sindico” sancione a nova lei, onde está embutida a tão desejada facilidade, a derrama será ativada. Não mais os impostos escorchantes do tempo da colônia, mas indicações de nomes a serem incluídos nas folhas de pagamento das tais empresas. 


O mesmo noticiário informa a aprovação da LDO, a lei do orçamento da República para o próximo exercício. 
A peça ficcional de uma desfaçatez ignóbil, contempla aumentos e expansões de despesas, sem a menor indicação de origem das receitas. Uma verdadeira palhaçada, não fosse a gravidade que o assunto representa. 
Um absurdo, um nojo, um desrespeito ao cidadão comum, de vida difícil, instrução limitada ou inexistente, salário infame, e crença nos “ Sacis, Cucas e Caaporas” travestidos em legisladores.


E agora? Mais uma para o nosso “sindico”, perdido em gesticulações e discursos de retórica medíocre, argumentos pequenos e muita denúncia para explicar.

Entrementes, os inclitos julgadores vão soltando os marginais do colarinho roto que, apesar de imaginado branco, e pardo, marrom, imundo tal como as figuras que os envergam. 


Não há dia em que um figurão encarcerado ou desfrutando das benesses da gentil prisão domiciliar, não seja liberado para flanar alegremente, e retornar aos contatos, amizades, grupos e patotas de seus iguais, para sepultar, definitivamente, aquilo que ainda não foi descoberto.


A espectativa de melhora com o resultado das próximas eleições, esbarra na máquina política, que permite ex-reclusos, ex-reeducandos do sistema penal, ex- prisioneiros, de processo com pena cumprida, continuem donos, veja bem, donos de partidos políticos, com bancada, votos e influencia sobre autarquias e estatais... Pior, negociando alianças para apoiar candidatos a Presidência da República!  
Gente que deveria estar trancafiada, incomunicável tal e o seu grau de periculosidade, participa ativamente, escancaradamente, do dia a dia de Brasília, mandando e desmandando sob o manto “sagrado” do direito. Estão livres, podem fazer o que quizer, podem apoiar ou puxar o tapete de quem achar que devem. 
Boquirrotos, ex-cassados, espectros e assombrações do panorama político brasileiro, mostram os dentes e as unhas sugerindo algum ou muito poder de influência sobre o futuro pleito.
Tudo isso sem contar o fato que os que se apresentam para a contenda, não inspiram nenhuma alegria, confiança, certeza de capacidade. Um horror.


O que fazer?
A sensação de vazio é imensa. Como um abstêmio perdido numa festa de alcoólatras. 
A indignação vai agigantando, crescendo, ampliando seu raio e obliterando a visão. Não há muito a fazer.Será?

Só resta esperar o próximo síndico. O próximo gestor desse negócio enorme, gigantesco, ciclópico chamado de País.


A nação segue se formando, aperfeiçoando, aprendendo uns com os outros, absorvendo e repelindo diversas culturas, hábitos, enfim, buscando a idéia homogênea de Nação. 
A Pátria será sempre amada. Nada a acrescentar.
Mas o País, a máquina, a parte que vai robustecer a Nação e garantir a Pátria, precisa, urgentemente, de um CEO, de um síndico, de um administrador capaz, eficaz, competente e com predicados morais, sem mácula, sem alianças espúrias, sem acordos, sem conversas hediondas em telefones grampeados, com amor e patriotismo verdadeiro.
Alguém que nos traga paz, orgulho, crença no futuro, exemplos éticos e comportamento digno.
Digno é o adjetivo. 
Estamos conversados.

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