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Re-União 2017

A porretada

July 26, 2018

Acabamos de levar uma porretada desferida pelo Facebook.

Curioso que foi justo ele que nos trouxe a rede social com o conceito da liberdade de nos relacionar com o mundo virtual, "quase material".

E importante: pudemos criar grupos de pessoas defendendo interesses convergentes, sem depender da tutela de um jornal, rádio ou TV. 

Foi a coroação da aspiração política-social mais elevada do ser humano: finalmente podíamos nos exercer plenamente num diálogo democrático com a certeza de que nossas opiniões seriam discutidas e levadas em conta. 

 

Esse processo de comunicação também colocou em cheque o mundo político, revelando escândalos de corrupção do Estado - e nos chocamos com as notícias de como somos roubados, há muitos anos,  por máfias ligadas ao governo. Foi assim que começou a crescer uma forte oposição crítica na população, enquanto escândalos econômicos e financeiros iam sendo denunciados.

 

Aproximando-se agora as eleições e chegada a hora de escolher políticos e partidos, essa consciência ficou ainda mais aguda. Nosso civismo foi às alturas. E esse processo de renovação foi estimulado com a atuação do judiciário na Lava Jato, que fez com que a opinião pública pendesse cada dia mais para a oposição, que passou a ser chamada de “direita”. E os aliados do governo, de “esquerda”.

 

VEIO ENTÃO A PORRETADA 

O Facebook, nestes dias, decidiu eliminar praticamente 

todo acesso aos posts, blogs e páginas de caráter reinvidicatório e de protesto contra a corrupção. Passou a proibir uma grande quantidade de blogs, mensagens e páginas de “direita”. Ou então diminuiu brutalmente o alcance do material produzido com a implantação dos algoritmos.

Foi um choque: será que o Facebook havia abandonado sua imparcialidade, tornando-se partidarizado? Da noite para o dia perdemos parte significativa do direito à livre opinião, ou tivemos reduzida a sua importância, cancelando assim as esperanças de manter o tipo de comunicação que só é alcançado através do livre debate. 

 

O sistema anterior, como ele se havia formatado organicamente através dos anos, foi liquidado. Agora, provavelmente, vão restar no Facebook só dois tipos de público: os que  buscam basicamente divertimento - e os de “esquerda” que agora poderão usar essa oportunidade de ouro para propor uma linha ideológica atrelada aos interesses, (até comerciais), do comunismo imposto aos países bolivarianos vizinhos do Brasil, sob controle de Cuba. Inclusive com o previsível aumento do narco-tráfico.

Isso pode mudar a configuração geo-política e econômica do país. E da América do Sul, afetando o contexto da tradicional aliança do Brasil com os Estados Unidos. 

 

Com o corte imposto as perguntas são :

-O Facebook  tem direito líquido e unilateral de cortar o tubo de oxigênio que até hoje garantiu nossa vida como sociedade livre e democrática?

-O Facebook, apesar de ser de propriedade particular indiscutida , pode  ser considerado um projeto exclusivo? De vez que seu negócio desbordou os aspectos puramente comerciais e envolveu os de interesse nacional?

 

Não admitimos recuar no tempo e voltar a andar de carroça, depois de ter conhecido o automóvel.

A SOCIEDADE precisa urgentemente discutir a questão de seus legítimos direitos adquiridos. 

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