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Re-União 2017

Defender o que funciona ou o que soa bem?

August 8, 2018

Em certa ocasião, o economista Walter Williams falou: “Os especialistas da elite intelectual substituíram aquilo que funcionava por aquilo que soava bonito. A sociedade era muito mais civilizada antes de os intelectuais assumirem o controle de nossas escolas, de nossas universidades, de nossos programas sociais, de nossas polícias e de nossos tribunais.

Já passou da hora de colocarmos essas pessoas para correr e retornarmos ao bom senso”. 

 

Evidentemente, esta é uma boa descrição das estratégias e capacidades de atuação da esquerda, que estão ostensivamente pautadas por uma sintomática e indefectível inversão de valores. De modo que, para a esquerda, resultados não são importantes, mas parecer um ativista bom e preocupado tornou-se muito mais relevante, charmoso e apelativo, especialmente no longo prazo. Infelizmente, para a esquerda, resultados ficaram em segundo plano. Se é que alguma fez foram importantes. Sobre isso, o notório economista Thomas Sowell falou:

"O ativismo é uma maneira de as pessoas inúteis se sentirem importantes, mesmo que as consequências de seu ativismo sejam contraproducentes para aqueles que afirmam estar ajudando, prejudicando o tecido da sociedade como um todo".

 

Nota-se isto especialmente na economia: ainda que o capitalismo ajude o pobre, e o permita sair da condição de pobreza – especialmente em um regime de livre mercado, o que não é o caso do Brasil, que sempre foi um país com economia estatizada – uma das pautas mais importantes da esquerda política é combater o capitalismo. 

 

No socialismo, a única certeza do pobre é que ele continuará pobre, e perderá a sua liberdade, conforme o totalitarismo se expande, e o regime se torna mais rígido, implacável e intolerante. Com um profundo desprezo pelas leais de mercado, a esquerda – ao passo que ironicamente afirma estar ao lado dos pobres e dos trabalhadores – demonstra com as suas ações que realmente não se importa nem um pouco com eles. 

 

Infelizmente, a esquerda é comprometida – pura e simplesmente – com a implementação de uma agenda política, e não com seres humanos. Seu desprezo pela condição humana, seu descaso para com o que realmente produz prosperidade e excelência na qualidade de vida, e seu viés ideológico terrivelmente limitado, fazem a visão de mundo progressista ser especialmente tóxica para a sociedade humana. De maneira que não devemos nos surpreender com o fato de que cada vez mais pessoas alimentam uma profunda ojeriza por tudo aquilo que vem da esquerda.      

 

Infelizmente, a esquerda nunca foi muito amiga da autoanálise e da autocrítica. De maneira que ela se acha perfeita, e para o mundo ser um lugar melhor, basta que as pessoas a aceitem, e parem de ser um obstáculo para a implementação de suas políticas. Depois, desastres como o que ocorreram na Venezuela são deflagrados – porque o país se converteu em uma sociedade socialista profundamente hostil ao capitalismo e as leis naturais de mercado – e então toda a esquerda decidiu simplesmente ignorar a Venezuela, fingindo que ela não existe, ou, pior ainda, apoiar o ditador Nicolás Maduro. Tudo para não ter que admitir que ela está errada em praticamente todos os seus postulados, e que suas ideias, quando colocadas em prática, revelam-se verdadeiros desastres.

 

E assim prossegue a esquerda e os ideais progressistas, ignorando sistematicamente a realidade, e destruindo países.    

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