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Re-União 2017

Por uma cabeza

August 11, 2018

Quando leio noticias sobre a próxima “corrida ao Planalto”, a disputa eleitoral a presidência da Republica, reajo com espanto e horror.
Comparando a refrega política, cívica, renovadora, etc. a uma corrida, imagino vários cenários, e acabo por escolher o hipódromo. 
Poderia ser uma pista de atletismo, um autódromo, um velódromo, mas o que mais se assemelha ao pleito aqui em Pindorama, e um páreo de cavalos mancos.


Uma corrida de concorrentes sem retrospecto a altura, sem marcas ou registros que possam confirmar as pretensões da inscrição. 
Sobra, apenas, o delírio de cada um imaginando ganhar o derby mais cobiçado da Nação.
Não é que não tenham experiência com as raias, com prêmios menores, com placês, duplas, e acumuladas, com vitórias em curta distancia em raias de lama, sob muita chuva, ou muita água suja. O Derby será na grama. 


Alguns defendem haras e camisas com tradição. Outros, oriundos de estrebarias sem passado, muitas fundadas por book-makers, tratadores e jóqueis sem brilho, usarão uniformes rotos e manchados por muito arranjo, trutas e mutretas de padock, enfim o restolho das baias e picadeiros.


Está faltando alguém para remover os escombros e reconstruir o orgulho, a esperança, a confiança, a vontade de ocupar um assento privilegiado entre as grandes nações. 
Falta um nome de verdade, para restaurar a fé na República e seus Poderes, hoje reduzidos a colinas de monturo e nojo, tal e o numero de escândalos, acertos, descalabros, absurdos, prevaricação e compadrio. 
Alguém que apresente a partitura do concerto que pretende reger. Alguém que não seja mais um “matungo” bem penteado e escovado, com arreios emprestados e jóquei venal, a repetir promessas impagáveis, alianças e arranjos, feitos exclusivamente para garantir vantagens absurdas, mordomias e benesses de irrepreensível imoralidade, tal a qualidade que exibem.
Alguém que acabe com a república de amigos, amigos dos amigos, compadres e parentes, percentuais e preço fixo, nas imundices com as contas dos fornecedores.
Alguém que diga o que vai fazer, como vai fazer, com quem vai contar, e quanto vai economizar do dinheiro recolhido do trabalho de cada eleitor.


O pior cenário é ficarmos com as arquibancadas vazias, já que 4l% dos apostadores, leia-se eleitores, ainda não tem nenhuma opinião sobre em quem depositar a sua confiança.

Apenas a coudelaria do mal mantém esperanças na inscrição do próprio quadrúpede, já retirado pela comissão de justiça.

 

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