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Re-União 2017

Socialismo e corrupção são indissociáveis

August 11, 2018

 

Se há um elemento que é praticamente impossível de separar do socialismo, esse elemento é a corrupção. Isso se deve a uma série de fatores, dos quais o principal é a conformação do estado. Como o estado e a burocracia no socialismo são gigantescos, é muito fácil colocar em prática toda a sorte de esquemas ilícitos, em todas as suas variações e possibilidades. O socialismo é um sistema que busca concentração de poder e riquezas no estado, e como o estado não será governado por anjos puros de amor e benevolência, mas por seres humanos com fraquezas e deficiências – muitas vezes inclinados aos crimes de peculato, prevaricação, suborno, corrupção, tráfico de influência, e por aí vai – é impossível que não ocorram contravenções desta natureza. Na verdade, o socialismo – por mais que consiga parecer aos seus adeptos e entusiastas uma doutrina razoável na teoria – jamais será eficiente na prática. E a humanidade testemunhou este fracasso, bem como todas as suas sórdidas consequências, dezenas de vezes, desde 1917. 

 

Isso explica porque tantos políticos socialistas são ricos. Eles usam o capitalismo de estado – sempre em benefício próprio – para fazer fortuna, enquanto manipulam o seu eleitorado como gado, com promessas e ilusões em discursos redundantes e vazios, que, em essência, são todos iguais. Todo demagogo populista jamais perderá a chance de afirmar que governa em nome do povo, o que aparentemente legitima a sua reivindicação de ocupar o poder.     

 

Hoje, os indivíduos mais ricos do país são políticos socialistas. Graças ao propinoduto governamental que tinha como epicentro de suas operações a Odebrecht, o presidiário, líder da ORCRIM e divindade da seita satânica petista Luís Inácio Lula da Silva tornou-se um homem extremamente rico, e o patrimônio de sua família é igualmente imponente, embora façam o possível para ocultar o que realmente possuem. Um estado regulador enorme também é tentador para corporativistas dominarem o mercado através da consolidação de monopólios. Foi isso o que os irmãos Wesley e Joesley Batista fizeram com a sua empresa, a JBS, que tornou-se soberana sobre o mercado de carnes no Brasil. Comprar homens de estado e colocá-los na folha de pagamento nunca foi tão simples e tão fácil.   

 

Na Venezuela, parcela expressiva da classe política bolivariana diretamente associada ao ditador socialista Hugo Chávez também se tornou ostensivamente rica. Recentemente, foram descobertos aproximadamente dois bilhões de dólares em paraísos fiscais na Europa, em conluios criminosos que envolviam a PDVSA, a estatal petrolífera venezuelana. 

 

É completamente desnecessário discorrer à respeito de acontecimentos desta natureza, pois, na verdade, estas ocorrências são consequências óbvias de um status quo projetado para financiar, perpetuar e difundir deliberadamente uma cultura de corrupção. Um estado muito grande, com muitos recursos – que concentra uma expressiva quantidade de riquezas – será uma grande tentação para burocratas que querem fazer fortuna rápido e fácil. E nem tudo terá de ser necessariamente realizado ilegalmente. Quando os burocratas que estão no comando do aparato estatal sentirem a necessidade de aumentar – através de projetos de lei, ou até mesmo de medidas legislativas –, os seus próprios salários, privilégios e benefícios, muitas vezes em caráter permanente, eles o farão sem problema nenhum. Recentemente, os parlamentares no congresso encaminharam um projeto que tem por objetivo aumentar os seus já extravagantes salários, que poderão chegar ao valor de R$ 38 mil. Para eles, não há problema algum em fazer isso. Afinal, a sociedade trabalha para pagar a conta, e o único trabalho deles será gastar todo o dinheiro que ganham. 

 

O estado regulador altamente intervencionista é simplesmente uma formidável matriz para a corrupção. A própria deterioração do sistema – e temos acompanhado essa ocorrência de perto na Venezuela – nos mostra como, depois de um tempo, a corrupção torna-se tão predominante, que vira a engrenagem principal do sistema. Como consequência natural, a sociedade afunda cada vez mais em uma espiral sempre descendente de escassez, miséria e deplorável precariedade. 

 

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