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Re-União 2017

A Doutrina da Segurança Nacional

August 13, 2018

Muitos brasileiros desconhecem as razões e os motivos pelos quais diversos regimes militares foram estabelecidos em diversos países da América Latina durante o ápice da Guerra Fria.  

 

Entre os anos 50 e os anos 70, países como Argentina, Peru, Paraguai, Uruguai, Chile e Brasil tornaram-se regimes militares por conta da influência externa da política americana, que tinha por objetivo – antes de tudo – conter a expansão do comunismo no mundo, e foi exatamente por essa razão que os militares americanos lutaram na Guerra da Coreia e na Guerra do Vietnã. 

 

Quando Fidel Castro tomou o poder em Cuba, em 1959 – depois de depor o ditador Fulgencio Batista –, a pequena nação caribenha tornou-se uma espécie de sucursal da União Soviética, convertendo-se em uma contumaz embaixadora das revoluções comunistas na América Latina e na África. Por essa razão, o comunismo continuou a alastrar-se pelo mundo de maneira sistemática e irrefreável. 

 

Foi então que o governo americano validou um projeto de segurança nacional, que acabaria sendo adotado – cada qual com suas peculiaridades – pelos seus estados-satélites, entre eles o Brasil. No Brasil, foi criado o Serviço Nacional de Informações (SNI), do qual um dos fundadores foi o notório general Golbery do Couto e Silva.   

 

Dentre suas muitas atribuições, uma das obrigações primordiais do SNI era detectar focos de disseminação do comunismo no Brasil. Ativistas, agentes e militantes da doutrina – quando descobertos – eram interceptados e levados, muitas vezes sob coerção, para interrogatórios nas dependências do DOPS.  

 

Então poderiam ocorrer, sim – como frequentemente ocorriam – sessões de tortura. Ainda que a mídia e todo o establishment progressista façam o possível para demonizar os militares, e vilipendiar com fervor as forças armadas, em uma sorrateira tentativa de ocultar a realidade, a verdade mostra, de forma clara e evidente, que o exército brasileiro estava caçando militantes e terroristas comunistas, que pretendiam implementar um regime totalitário no Brasil, divergindo apenas com relação ao modelo que seria implantado: havia o cubano, de composição castrista, o soviético, de matriz stalinista e o chinês, de inspiração maoísta. 

 

Na época do regime militar, existiam mais de trinta grupos de guerrilheiros comunistas no Brasil, muitos deles financiados diretamente por Cuba. Tendo enfrentado o exército brasileiro em diversas ocasiões, o confronto mais aberto do período aconteceu na notória Guerrilha do Araguaia, onde militantes comunistas deliberadamente assassinavam os seus companheiros que pretendiam desertar, abandonar a causa e regressar para as suas famílias. 

 

Poucos, no entanto, se perguntam o que teria acontecido se o exército brasileiro tivesse permanecido omisso durante o período de ascensão do comunismo em nosso país, ou se os militantes comunistas tivessem vencido a guerra de guerrilhas que eclodiu no final da década de 1960 . Não é necessário, no entanto, ponderar muito à respeito do assunto para perceber que o resultado teria sido simplesmente catastrófico. Os brasileiros viveriam em um país absolutamente miserável, sendo criaturas famélicas e famigeradas, completamente destituídas de tudo, não tendo nem mesmo a ampla liberdade que temos hoje, para nos manifestarmos da forma como desejamos, sobre uma grande diversidade de questões. Seríamos uma versão continental de Cuba, ou pior ainda, da Venezuela, que hoje sofre as brutais, corrosivas e dolorosas consequências do bolivarianismo. No entanto, foi graças ao desenvolvimento da Doutrina de Segurança Nacional – e da intervenção estrangeira americana – que os militares agiram, e salvaram o país do comunismo, fato que foi celebrado nos jornais da época da contrarrevolução de 1964.

 

Infelizmente, a doutrina da segurança nacional expirou, e – quando o regime militar se desintegrou –, as forças armadas entraram em um grande período de letargia e dormência, do qual até hoje não saíram.

O processo de degradação do Brasil em um regime socialista continuou de forma célere, mas de 1986 em diante, através de um dramático, denso e muito bem esquadrinhado projeto gradualista, o mesmo processo que levou a Venezuela a se transformar em um regime totalitário de extrema-esquerda.

 

Atualmente, o Brasil é um país socialista, saturado por monopólios, oligopólios, agências reguladoras e reservas de mercado estabelecidas artificialmente – em um ambiente completamente hostil ao empreendedorismo –, onde o livre mercado não apenas é inexistente, como a densa e paralisante burocracia estatal torna-o uma completa e total impossibilidade. No entanto, todo o corporativismo que existe no Brasil é eficaz em ludibriar o consumidor, através de uma pretensiosa fachada de livre mercado, que o faz parecer um país capitalista. No entanto, somos um economia burocratizada e repleta de restrições.

O Brasil ocupa o 153º no índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, sendo considerado mais socialista do que a Rússia e a China.

 

Enfim, apesar de toda as deliberações da Doutrina de Segurança Nacional – e acima de tudo, da diligência dos militares no passado – a verdade é que estamos a um passo do comunismo.

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