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Re-União 2017

Por que a política é a coisa mais inútil que existe e não resolve problemas

August 15, 2018

Infelizmente, o brasileiro ainda acredita que a política oferece algum tipo de solução para os problemas dos quais ele padece. Em sua ingenuidade, alimenta uma esperança irrealista, que o faz acreditar em algo que não existe: integridade política. Ou, pior ainda, que políticos são criaturas do bem, que realmente pensam na população, que estão genuinamente preocupados com o futuro do país. Nada poderia ser mais distante da realidade. A classe política não está nem um pouco interessada em atender às demandas e urgências que afligem o cidadão comum. Muito pelo contrário. Ela é completamente indiferente a tudo aquilo que nos acomete. Na verdade, se você realmente se inteirar à respeito de política – e de tudo aquilo que corre por trás – sem dúvida nenhuma, sentirá extrema repulsa com relação a tudo o que está direta ou indiretamente relacionado a ela.  

 

A política – em qualquer lugar, mas especialmente no Brasil – é simplesmente uma extensão do crime organizado.  É através da política que as grandes oligarquias que detém, de fato, o controle sobre o estado, regulam e transformam em leis tudo aquilo que atende aos seus interesses corporativistas. Para o alto escalão, os grandes magnatas oligopolistas e os banqueiros internacionais, ela é um playground, e para o baixo escalão, criminosos do colarinho branco, demagogos populistas e oportunistas de plantão, a política oferece a possibilidade de fazer fortuna e enriquecer rapidamente, sem ter que trabalhar ou fazer esforço. Os mandatários deste sistema regulam o mercado de acordo com suas demandas particulares, e fazem tudo objetivando seus próprios benefícios. O estado é uma instituição saturada de interesses escusos, que são as verdadeiras engrenagens do sistema. A política, na verdade, é a criminalidade em sua forma mais sofisticada. 

 

Evidentemente, o estado sempre jogará umas migalhas para o gado, para depois vangloriar-se de sua magnânima e profunda benevolência, e propagandear aos quatro cantos do mundo como a sua generosidade e o seu infinito amor pelo povo proporcionou ao país um nível de progresso e desenvolvimento que na verdade nunca aconteceu, mas é “factual” nas pesquisas fabricadas e publicadas por alguma empresa que vive de subsídios, e portanto, deve fazer exatamente o que o governo mandar, para continuar a receber as verbas que a sustentam. E assim, o sistema perpetua a sua existência. Toda a propaganda deliberadamente criada para manter o gado entorpecido, e submerso na ilusão de que vive em uma democracia sólida e plena, é uma importante parte do esquema. 

 

Infelizmente, o brasileiro vive profundamente imerso em uma desmesurada e desarrazoada estadolatria, que o torna completamente incapaz de perceber as coisas como elas são. O cidadão brasileiro sempre adorou estado e governo, e, em sua letargia, não consegue perceber que estas não são coisas boas, muito pelo contrário: elas são tão nocivas quanto malignas. O estado não existe para atender as necessidades da população, mas as suas próprias. O brasileiro precisa despertar para esta realidade. Estado e governo são completamente indiferentes a ele, os indivíduos no poder querem se perpetuar onde estão, e expandir a sua esfera de influência. As aflições que acometem a população são completamente irrelevantes para os burocratas estatais.   

 

Muitos brasileiros recusam-se a despertar para a realidade porque ela pode ser dolorosa. Afinal, é muito mais sedutor pensar que uma classe política honrosa, altruísta, abnegada, heroica, motivada e paternal cuida da população e zela com diligência por todos os seus interesses, da forma mais impecável possível, e que os escândalos de corrupção que ouvimos de vez em quando são apenas ocorrências ocasionais – fatos isolados –, que não comprometem a integridade da política como um todo. Só que pensar dessa forma é apenas uma doce ilusão. A política é um antro de ladrões, assassinos, criminosos, contraventores, oportunistas e acomodados, que, na melhor das hipóteses, ficam profundamente entediados com as adversidades da população. Eles tem fartas refeições diárias garantidas, seguranças, salários exorbitantes, benefícios e privilégios desmesurados, e absolutamente nada com que se preocupar. Só precisam dar um tapinha nas costas de algum eleitor otário de vez em quando para se reeleger, e, para eles, os políticos, ficará tudo bem.

 

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