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Re-União 2017

Por que, onde a esquerda se instala, a desgraça se torna uma realidade?

August 19, 2018

Todas as doutrinas de esquerda estão embasadas em uma firme negação da realidade. Para levantar bandeiras de esquerda, é fundamental que você negue categoricamente a vida como ela é, e passe a encontrar culpados para todos os problemas que acometem a humanidade. Seres humanos deixam de ser aquilo que são: indivíduos falíveis – repletos de fraquezas, limitações e deficiências –, para transformarem-se em terríveis e pérfidos criminosos; o principal responsável pelos males da humanidade, no entanto, não poderia deixar de ser o caucasiano opressor capitalista cristão, o indivíduo que gerou todas as desgraças que, de acordo com a esquerda, acometem os oprimidos. Não obstante, dos inúmeros e incongruentes equívocos da esquerda política, talvez o pior deles está no fato de encarar o estado como a grande entidade milagrosa que irá resolver todos as aflições que acometem a sociedade. Políticos transformam-se em seres puros, infalíveis e sacrossantos, aguerridos, virtuosos e valentes heróis altruístas e abnegados, que conduzirão a humanidade em direção a um futuro de prosperidade, amor e benevolência. Só que as fantasias não param por aí. 

 

Em sua ingenuidade, a esquerda não entende como o estado pode ser perigoso. Exigindo sempre que o estado exerça o papel de agente principal das interações existentes na sociedade, os indivíduos que integram a cúpula governamental irão naturalmente expandir suas ramificações de poder e controle, até consolidar o totalitarismo. Logo, a livre iniciativa estará condenada a desaparecer, correndo o risco até mesmo de ser criminalizada. Quando este não é o caso, o estado executa tantas intervenções na economia, que ter o seu próprio empreendimento é um risco mortificante. A falência torna-se iminente, e consequentemente inevitável. Em decorrência disso, a pobreza será uma realidade cada vez mais latente e fustigante, pois – ao contrário do que a esquerda acredita – o estado não pode, e nem tem o interesse, em sustentar todas as pessoas. 

 

Este foi o caso na Venezuela.

Intervenções massivas na economia destroçaram completamente a prosperidade da nação, que já foi a quarta mais rica do mundo. Quando eliminamos o indivíduo e a livre iniciativa da equação – e substituímos ambos pelo governo – os resultados serão tão catastróficos quanto deploráveis. Nada é capaz de substituir a prosperidade que o indivíduo é capaz de gerar para si e para os outros, especialmente quando operando em um ambiente de liberdade. Nós não vemos as nações mais capitalistas do mundo – Chile, Suíça, Luxemburgo, Singapura, Hong Kong, Coréia do Sul – cogitando substituir o sistema capitalista por um socialista de planejamento central. Qualquer pessoa com um conhecimento razoável de economia sabe que o resultado inerente do socialismo é a estagnação.  

 

Ao equivocadamente colocar o estado como o principal vetor da sociedade, a esquerda se torna um agente primordial de destruição. Como a esquerda tem uma visão simplória de mundo, ela está constantemente tentando viabilizar soluções milagrosas para problemas complexos, sem atentar para as consequências.

O célebre economista Thomas Sowell certa vez falou:

“O que é especialmente perturbador na esquerda política é que eles parecem não ter noção da tragédia da condição humana. Em vez disso, eles tendem a ver os problemas do mundo como sendo devidos a outras pessoas não serem tão sábios ou nobres quanto eles mesmos.”  

 

Ao negar categoricamente a falibilidade humana, tudo se transforma em uma grande anomalia que corrói a ordem natural. Nós não temos seres humanos falíveis, mas culpados. O estado, consequentemente, transforma-se em uma inquestionável entidade sacrossanta, que deve consertar as falhas humanas, e consequentemente zelar por tudo e por todos, como se fosse uma organização infalível, completamente imune a erros grosseiros e equívocos. E todos os indivíduos devem se submeter sem qualquer contestação à autoridade do deus-estado, porque ele é absoluto. Nesta ensandecida e coletivista deturpação da ordem natural, o indivíduo desaparece completamente. Ele é apenas uma ferramenta do estado utilitarista. Todos devem, também, sem qualquer hesitação, louvar o grande líder, o gestor iluminado que conduzirá a nação a um resplandecente futuro de glória e esplendor. A adoração a líderes políticos é outra parte muito importante da doutrina socialista. Basta verificar como o culto à personalidade é ostensivamente difundido em ditaduras de esquerda. Hugo Chávez tornou-se o eixo axial da seita bolivariana e da política venezuelana como um todo. Não obstante, muitos outros exemplos poderiam ser citados, como Mao Tsé-tung, na China, Hồ Chí Minh no Vietnã e Kim Il-sung na Coreia do Norte. 

 

Quando uma sociedade começa a "esquerdar", é hora de fugir.

Para que uma utopia de esquerda exista, o totalitarismo é inevitável. Será especialmente necessário para calar dissidentes e opositores, e esconder a miséria, a inanição e a ineficiência do regime. No continente, temos exemplos dramáticos, como Cuba, Venezuela e Nicarágua.

Felizmente, ainda temos tempo de resgatar nosso país. Mas exigirá trabalho duro e diligente, além de muito sacrifício. Não esqueçamos que vivemos em um país com trinta e cinco partidos políticos, dos quais a esmagadora maioria – com pouquíssimas exceções – são de esquerda, centro-esquerda ou extrema-esquerda.

Agora, mais do que nunca, é hora de arregaçar as mangas e lutar com determinação. 

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