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Re-União 2017

Impugnantes e repugnantes

September 2, 2018

    Mais uma vez a justiça percebeu que existe um limite entre o criminoso e o cidadão de bem. 
    Após nove intermináveis horas de algaravia jurídica, com citações de nomes, leis, artigos, incisos, caputs e outros escritos e registros, além dos argumentos, raciocínios e os tão esperados votos, o Tribunal informou o óbvio: A Lei existe! 
    A Lei da ficha limpa prevaleceu, modus in rebus, sobre a arrogância do presidiário “candidato”.


    Os causídicos da apocalíptica besta, o apenado por corrupção, lavagem de dinheiro, etc., perceberam que não iriam ter integral apoio dos de toga e desentocaram um penduricalho da ONU, para palpitar em assunto de competência restrita ao TSE. 
    Uma recomendação de dois técnicos estrangeiros, absolutamente alheios a realidade brasileira, fora de hora, sem noção da realidade e do momento, algo bizarro e quase infantil.


    Tal como no episódio da Tresloucada do Planalto, o óbvio viciado dos tempos do socialismo brejeiro, modificou o entendimento da Lei da Ficha Limpa, onde o condenado em segunda instância está fora das eleições e tem que sumir do mapa. 
    Fim. Acabou.

     
    O que se viu foi exatamente o contrário. O apenado recomenda candidatos, indica preferências, vocifera e afirma suas bravatas nos principais meios de comunicação.
    Não deu para entender. 
    A figura está presente na publicidade, nos cartazes, nos jingles, na TV,na internet, no material dos seus correligionários, tudo sem o menor pudor. 
    Não pode concorrer a presidência, mas continua a representar o papel de Cardeal Richelieu de seu partido, manipulando e confundindo o pleito. 
    Só falta votar.
    A vocação para enganar a opinião pública aparece em letras garrafais.

    Mas a decisão dos ínclitos julgadores, a palavra final da Colenda Corte foi dada... 
    Tá decidido. Pronto. Pode aparecer mas não concorrer... O loco, meu.


    A prática forense sombreia a doutrina do direito de quando em vez, e recomenda pegar até em fio desencapado para soltar quem está pagando os honorários.
    Os impugnantes fizeram o seu papel, mas os repugnantes não fizeram por menos.
    A cobra ainda não está morta. A maldição persiste e temos que exterminar o foco da maldade. 
    Merecemos um País melhor.

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