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Re-União 2017

A verdadeira independencia do Brasil

September 5, 2018

A esquerda vai continuar odiando a direita e a direita odiando a esquerda. Isso é inexorável. Não tem jeito. Não há compatibilidade existencial.

Não adianta pedir "mais tolerância". Queremos mais raiva. Esquece. Não vai haver. Quanto mais o discurso de "tolerância" é propagado de forma hipócrita (porque distante da realidade), mais ódio dos dois lados.

São visões de mundo distintas. Econômicas, estéticas, comportamentais. Não vou dizer quem está certo e o porquê. Já disse muitas vezes. Minha posição é tão explícita como um filme do Alexandre Frota. Para efeitos desse texto, porém, não interessa. Podemos, contudo, direita e esquerda, conviver em harmonia. Não é preciso declarar morte um ao outro. E, talvez, nesse modelo que vou defender, ficarmos mais calmos. Quem sabe até mais tolerantes. Mas não na marra, e sim com naturalidade. 

 

Como?

Basta que não queiramos aplicar um aos outros a lei do outro.

Em outras palavras: basta termos uma legislação que seja a vontade da maioria e respeite a minoria. De que maneira? Simples: fazendo a independência dos Estados Brasileiros. Vamos declarar independência de Brasília! 

A independência de Brasília é a chance da verdadeira pacificação e tolerância entre os brasileiros. Ela é nossa libertação, nosso caminho para a prosperidade.

 

Mas aonde isso já ocorreu e deu certo? Há 200 anos, nos EUA. O que eles fizeram? Eles deram o mínimo de poder para a capital federal e deixaram o máximo de leis e regras para o Estados e municípios.

Como seria aqui? Bom, primeiro o novo presidente teria que passar uma emenda constitucional, revogando o art. 22 da Const. Federal, que diz que Brasília (União) deve legislar sobre tudo. Revogado esse artigo, então o país estaria livre.

 

Não teríamos mais Universidades Federais. Cada Estado determinaria se quer universidade pública com o dinheiro de seus contribuintes ou não. Não teríamos mais CLT obrigatória. Cada Estado decide se quer adotar a CLT ou se quer livre convenção entre as partes. Não teríamos mais criminalização no uso de drogas. Cada Estado estabeleceria se quer liberar seu uso ou não, e quais circunstâncias. Não teríamos mais prefeitos pedindo pinico em Brasília. Cada prefeito ficaria com toda a receita do seu município e seria o responsável por mante-lo em ordem.

 

Opa! Não tem dinheiro? Funde-se com o município vizinho, ou "fecha" a cidade. Nos EUA acontece isso toda hora. Não teríamos mais agências nacionais reguladoras. Quer montar uma indústria na sua garagem? Seu município decide. Não ficaríamos também nesse eterno embate de direito a porte de armas ou não. Cada Estado decide se deixa seus cidadãos portarem ou não armas. O mesmo com o aborto, o mesmo com tudo que você puder imaginar. O mesmo com COTAS!

 

Agora imagine que coisa mais linda: você, ao invés de ter que ir embora do Brasil e ir tentar a vida em Miami porque as leis não te representam (pois é feita por uma maioria da qual você não pertence ou para uma minoria que você não deu poder de representação) você pode ir embora do Estado!

 

Olha só: mora em SP mas não quer, por exemplo, negociar livremente com seu empregador e prefere carteira assinada? Vai pro RJ! Tá no RS e proibiram a maconha e você gosta de fumar livremente, vai pro RJ! Tá no RJ mas a fiscalização da prefeitura não te deixa montar seu negócio na garagem e te exige um alvará? Vai pra SP! Tá no Paraná e quer frequentar o cassino mas não tem nenhum porque é proibido? Vai pra Pernambuco! Ou pro RJ!

 

Se, ao invés de darmos mais poderes para políticos em Brasília, deixássemos para os Estados e municípios resolverem seus assuntos, talvez passássemos a nos preocupar mais com os nossos problemas e não terceirizar nossa responsabilidade. Desse modo não precisaríamos deixar o Brasil quando o nosso candidato não ganhasse a eleição. Era só colocar tudo no caminhão de mudança e ir pra Bahia. Ou SC, Pará, Roraima... ou até mesmo o RJ... 

 

A verdadeira independência do Brasil ainda está por vir. Ela irá unir a esquerda moderada e a direita revoltada.

Ela chama-se FEDERALISMO.

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