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Re-União 2017

Bolsonaro mártir

September 9, 2018

Vi uma foto do Bolsonaro e fiquei olhando, pensativo. Ele está com um corte feio, do pescoço até a barriga, perto do umbigo. Pontos grossos

de linha preta amarram os dois lados do corpo que foram separados pelo bisturi. Sei como é, passei por coisa parecida. 

Explico.  Foi no Einstein a operação: cortaram meu peito como se eu

fosse um frango pendurado num gancho, sem penas, desventrado.

Tiraram fora o coração que ficou ao meu lado, bombeando sangue artificialmente. A cirurgia durou 8 horas. Mas depois, na UTI, meu corpo reagiu tocando um alarme. Então fui levado, depressa, de volta para a mesma mesa metálica onde já tinha sido operado - por mais 8 horas.

Não senti dor, o anestésico que entrava pela minha veia no braço,

nem me fazia sentir que eu estava vivo

 

O Bolsonaro não está sentindo dor. Sua cabeça voa com imagens que depois não vai lembrar. A sensação é que a alma se despegou e foi embora, passear. Mas uma figura fica sentada silenciosamente ao lado daquela azáfama de médicos de branco,  aparelhos, luzes fortes.

Ali está a Dona Morte, aquela velha caveira vestida de negro, a foice de lâmina curva encostada na parede. O Bolsonaro vai viver?

Os médicos confabulam, sem perceber a Velha Senhora ao lado.

Ninguém pode prever nada, apesar dos aparelhos que sinalizam gráficos em neon dizendo que o coração ainda está batendo. 

 

Perder o Bolsonaro seria a suprema desgraça. O país tem esperanças que ele voltará  ser o homem que sempre foi. E que daqui 30 dias estará de volta, fazendo sua campanha eleitoral. Não vai. 

A recuperação dele será lenta e cheia de agulhas enfiadas nos braços, trazendo para dentro do corpo litros de soro e remédios, descendo  de bolsas de plástico penduradas em árvores metálicas.

Nós, agora seus novos parentes e sua família, precisamos encarar o que está acontecendo, com realismo. 

 

O assassino quase conseguiu o que queria.

O Bolsonaro foi esfaqueado a mando de forças poderosas, esquemas de corrupção que ele havia prometido acabar. Quem desferiu a facada profunda e quase mortal, certamente vai morrer na cadeia. Vão deixar algum tempo passar e depois ele vai-se “suicidar”. Esse roteiro é o que querem os da esquerda: o tal “lobo solitário” levará para a cova seus 30 dinheiros  e “vamos prá frente que o Brasil não pode parar!" Mas não será assim. 

 

Se o STF manobrar junto com os canalhas, como costuma fazer, as Forças Armadas entrarão em ação. E depois o Bolsonaro, sorrindo, vai erguer os dedões naquele gesto de “positivo”. Ele, com o general Mourão ao seu lado estarão ali, juntos, ouvindo o hino nacional tocando, na imensa tarefa de desratizar o país dos bandidos, dos assassinos, dos corrompidos, dos mercenários .

Como na II Guerra Mundial, “a cobra vai fumar”. E quando o cheiro de pólvora baixar, virá o perfume das flores, com o Brasil feliz a recomeçar.

Como certamente vai acontecer, dia mais dia menos, com o  presidente patriota que, um dia, tentaram matar.

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