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Re-União 2017

Haddad,vencedor?

October 9, 2018

O que resta nesta 3a. feira? Lamber as feridas - e repensar tudo. Como um Haddad medíocre conseguiu levar a eleição para o segundo turno? Escolha: as urnas fraudadas, a força do lula e da militância aparelhada, a dinheirama das Petrobrás e de tantas outras corrupções, o financiamento do Soros e do Foro de São Paulo, a facada do assassino, que tirou a participação dele do corpo-a-corpo, fragilizando-o na hora H, a aposta cega na internet, a falta de propaganda estratégica, o trabalho vital de um time de marketing fiel, experiente e não mercenário, o conluio dos veículos de comunicação...pode escolher. Tem ainda muitos etc aí, claro.

 

Mas, para mim, faltou um Churchill, basicamente. 
Ele, sozinho, levou a Inglaterra nas costas. Sua retórica era poderosa, ele falava o que pensava, tinha a fé do povo que acreditava em suas palavras. Nada de confetti, nada de bullshit, o que ele dizia podia-se acreditar. Ele nunca falou por exemplo que a retirada de Dunquerque tinha sido uma vitória, mas ao contrário, foi uma derrota. Churchill pegava o touro de frente, pelos chifres.

Ele nunca negou as fragilidades do seu Império Britânico e encontrou nisso o maior motivo para virar o jogo, levantando o povo inglês para uma guerra de vida-ou-morte contra o inimigo que ameaçava a própria sobrevivência da Inglaterra. Fez da fraqueza a sua força. Esta era a sua mágica.

Nunca fraquejou, jamais, nem sob o bombardeio pesado da Luftwaffe ou vendo Londres sendo sistematicamente destruída pelas bombas V2. Era um líder. O Bolsonaro, igualmente, está praticamente sozinho, tanto quanto o Churchill quando enfrentava a guerra de Hitler.

 

Se o Bolsonaro pensa em vencer no segundo turno, vai ter que cortar em sua própria carne. Refazer seu estado maior. Livrar-se dos parasitas e das moscas que o rodeiam. Não confiar em ninguém, neste momento de crise. Acreditar no seu faro e sua intuição - que o levaram à alta posição onde está agora.

Ele precisa agora se levantar e mostrar sua força. Nenhuma campanha será vitoriosa, agora, usando argumentos convencionais. Ou comercialzinhos papai-mamãe, bostejando um falso otimismo. 
É a força churchilliana dele que precisa brotar, fazendo toda a diferença. As pessoas precisam sentir que ele não está nocaute, nem abatido, enquanto vai negaceando, até acertar o hook final no queixo do adversário.

No fundo, todos seus eleitores esperam isso dele.

 

O Bolsonaro terá que visitar, pessoalmente, cada estado do norte-nordeste e provar que está fazendo um sacrifício heróico - e tudo continuará fazendo - para ganhar a guerra contra o inimigo que quer matar o Brasil. Ir de cadeira de rodas, com bengala - mas ir, ir, ir. Numa van adaptada, num ônibus-hospital, num teco-teco, tanto faz.

Leve os médicos junto, prepare palavras incisivas, estamos em tempos de show-biz. Faça isso com sinceridade dramática, até chegando aos limites de tua agressividade instintiva - mas faça, seja você mesmo, outra vez, sem retoques. Recupere o Bolsonaro original. Essa será sua mensagem subliminar.

 

Prepare-se para entrar no palco, Bolsonaro. Faça um bom número, bem ensaiado, e os aplausos serão imensos. E o inimigo estará vencido.

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