© Todos os direitos reservados

Re-União 2017

Há 600 mil urnas no caminho

October 12, 2018

Em 1988, o Paraguai realizou a primeira eleição após a longa ditadura de Alfredo Stroeesner; vários jornalistas estrangeiros, muitos dos quais punham os pés no país pela primeira vez, votaram. Eu mesmo não votei porque não quis: era só apresentar um documento numa seção eleitoral qualquer para ver-se diante da urna.

Na primeira década deste século, o Paraguai comprou algumas milhares de urnas eletrônicas do Brasil, usou por seis eleições consecutivas e, em 2013, por exigência do Congresso Nacional, teve de aposentá-las retornar ao voto impresso depois de constatar que as fraudes se tornaram endêmicas e mais volumosas.

No Brasil, ainda temos de nos voltar para o velho provérbio que diz que esmola quando é demais, até o santo desconfia! Por certo, neste momento histórico da democracia brasileira, o santo protetor das nossas 600 mil urnas eletrônicas anda desconfiadíssimo!

LADAINHA
As duas mulheres mais poderosas da nossa República – Raquel Dodge, a Procuradora Geral e Rosa Weber, ministra do STF e presidente do TSE -Tribunal Superior Eleitoral – puxaram a ladainha.

Chamaram reiteradas vezes as urnas eletrônicas de seguras e auditáveis. Depois, entrou em cena o também poderoso presidente do STF, Dias Tóffoli, para garantir não apenas a confiabilidade do sistema eleitoral mas também para ironizar todos aqueles que colocam dúvidas à propalada segurança: “Quem acredita em fraude pelas urnas eletrônicas, são aqueles que acreditam em Saci Pererê”.

Toffoli deve ter aprendido que não se brinca com coisa séria em público: “O Saci Pererê em que o Toffoli acredita tem as duas pernas e só lhe falta um dedo da mão esquerda”, reagiu um internauta certamente cansado de empulhação.

CULPA DOS FAKENEWS
Inconformadas com a onda de denúncias contra irregularidades técnicas das urnas eletrônicas durante o pleito do dia 7-10, Raquel e Rosa voltaram-se, em uníssono, contra as fake news, tentativas sórdidas, segundo elas, de abalar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.

Não faltaram especialistas em segurança eletrônica, inclusive o grupo de observadores da OEA (Organização dos Estados Americanos), que aqui estiveram no domingo eleitoral, para atestar a “total segurança” das nossas 600 mil urnas.

ESPEREMOS PELO PIOR
Não quero ser pretensioso, nem arrogante, nem o dono da verdade, mas digo sem medo de errar que todos aqueles que atestaram a credibilidade das nossas urnas lembram raposas dissertando sobre a segurança do galinheiro.

É preciso que Raquel Dodge, Rosa Weber e Dias Toffoli enxerguem que não são as fake news que derrubam a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro: são as grandes instituições públicas – a Procuradoria Geral da República, o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal - , cada qual agindo em sua faixa de poder, que solaparam irremediavelmente toda e qualquer credibilidade do sistema.

O modo mais eficaz de recuperar a credibilidade destruída é amontoar as 600 mil urnas e incinerar...

Que fiquemos todos alertas: a fraude foi preparada e já foi embutida, no formato de chips, inteligentes e autônomos, nas placas digitais de um número suficiente de urnas para mudar o resultado do pleito e bloquear a vitória do candidato indesejável.

Quem não acredita nisso, não deve ter lido nada do que escrevi a respeito (www.areuniao.com – ver artigos de Dirceu Pio, colunista) ou não pesquisou o assunto na web.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

Renan Calheiros, a história de um pilantra

January 21, 2020

1/10
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square