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Re-União 2017

Nossa guerra dos 100 anos

October 17, 2018

 

No final da Idade Média, entre 1337 e 1453, a França e a Inglaterra protagonizaram uma longa série de conflitos armados que acabaram sendo denominados pelos historiadores de Guerra dos 100 anos.

Esta foi a principal e mais sangrenta guerra europeia do período medieval. Na verdade, a França só se tornou um país de verdade após vencer a Guerra dos 100 anos, expulsar os ingleses para o outro lado do Canal da Mancha e unificar diversos feudos dispersos.

 

Os historiadores afirmam que o fim desta guerra, junto com a queda de Constantinopla marcam o fim da Idade Média.

 

Vivemos no Brasil algo parecido, mas no front interno.

Desde 1935 lutamos contra uma ideologia totalitária e ultrapassada, o comunismo, que nos levou a diversos desvios do caminho democrático.

Em 1935 houve a Intentona Comunista, e a resposta de Getúlio Vargas foi estabelecer em 1937 uma ditadura que duraria 8 anos, o Estado Novo.

Boa parte das instituições que hoje existem no Brasil foram criadas durante este período ditatorial. De 1962 a 64 tivemos o governo esquerdista de Jango, a ameaça de instalação de um regime comunista, e a resposta do lado conservador foi um golpe militar e mais 21 anos de ditadura. A este período seguiram-se os 5 anos do governo de José Sarney, sem nenhuma legitimidade, e com uma crise econômica cuja marca maior foi a hiperinflação.

 

Em 1989, após a redemocratização, o povo brasileiro elegeu Fernando Collor, não pelas suas qualidades em si, mas tão somente para evitar a chegada do PT ao poder. Este governo de Collor teve resultados desastrosos nos campos econômico e ético, e acabou apeado do poder por um processo de impeachment.

 

Em 2002 o PT finalmente conquistou o poder pelas urnas, poder este que foi exercido de 2003 até 2016, na forma de um governo populista de esquerda. O resultado final deste período foi uma corrupção sistêmica gigantesca, estagnação econômica, queda da produtividade e competitividade do país, acompanhada de expressiva perda de participação no comércio internacional. Hoje temos um país quebrado, com desemprego na América Latina somente inferior ao da Venezuela e do Haiti. Após o impeachment de Dilma, tivemos o período de 2 anos de Temer, que acabou sendo uma espécie de apêndice moderado do governo que o antecedeu. Sua maior realização foi tão somente estancar a queda do PIB, permanecendo a nação no patamar medíocre deixado por Dilma. Em português bem claro, apenas deixamos de piorar mais ainda.

 

Na vizinha Venezuela, outrora a nação latino-americana com maior renda per-capita, as coisas evoluíram dramaticamente para uma crise política, econômica e humanitária gigantesca. Esta nação, antes próspera, se tornou uma miserável ditadura comunista, e não parece haver a menor possibilidade de uma saída a curto prazo. Isto assusta, e muito. A esquerda brasileira segue apoiando este regime genocida, apesar de todas as evidências de que se trata de um regime que viola em larga escala todos os direitos humanos fundamentais e condena seu povo a uma miséria que parece ser eterna.

 

Agora temos uma eleição em que somos obrigados a escolher entre um candidato de direita com muitas deficiências ou um péssimo candidato de esquerda. Os brasileiros em sua maioria, parece que optaram por Bolsonaro, não tanto pelas suas discretas virtudes, mas sim tão somente para nos livrarmos da famigerada esquerda e sua perigosa doutrina comunista. O fantasma de uma venezuelização ronda a nação.

 

Neste ponto, eu afirmo: O Brasil somente conseguirá seguir para a frente se destruir politicamente as correntes que seguem esta ideologia autoritária, intrinsicamente corrupta e obsoleta, e reduzi-las a mais absoluta irrelevância política. Nenhum investidor externo irá colocar dinheiro neste país se existir risco de venezuelização.

 

Já se vão 83 anos desde a Intentona Comunista de 1935, e eu constato que ainda tem muita luta pela frente. Não basta conquistar o poder com Bolsonaro, é preciso consolidar esta importante vitória, pacificar o país, estabilizar a economia, enfrentar os desafios gigantescos do desequilíbrio das contas públicas, desaparelhar o estado brasileiro, principalmente nas áreas onde a infiltração ideológica foi mais aguda, como são os casos do judiciário e das universidades. É necessário mudar a mentalidade do país, tornando-o muito mais empreendedor e livre em todos os sentidos.

 

Estamos vivendo a nossa guerra dos 100 anos. Só quando ela acabar é que poderemos exercer a democracia com plenitude, escolher os melhores candidatos, os melhores partidos, as melhores propostas, e aposentar o hoje tão necessário voto útil. Somente quando esta guerra ideológica e cultural acabar é que o Brasil poderá seguir rumo ao futuro.

No momento, precisamos lutar e vencer esta guerra.

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