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Re-União 2017

Dona Alienação e Dona Ignorância

October 20, 2018

Um amigo veio me visitar. E trouxe, montadas invisivelmente nas  costas, duas personagens, suas conhecidas: a  dona Alienação, e a dona Ignorância. 

Tomamos um cafezinho e começou nossa conversa.

Inevitavelmente comecei a falar dos assuntos que hoje são chave, para mim.

-Será que vai ter um golpe do PT? 

-Você acredita que o exército vai controlar as fraudes nas urnas   eletrônicas?

-Viu o que disse o ministro Luiz Fux, que poderá anular as eleições  no caso de abuso das fake news?

-Sabe que na Venezuela a Farc e os sicários do Maduro fuzilaram, nestes dias, dezenas de pessoas para roubar suas minas e ocupar suas propriedades?

 

As duas donas começaram a se mexer, inquietas. Meu amigo também.

Elas estavam demonstrando, claramente, seu incômodo por eu tocar em assuntos desagradáveis, dos quais ele não sabia nada. E me perguntei, mais tarde: como meu amigo tinha se dissociado tanto da realidade?

Ele é profissional de respeito, circulando num meio intelectualmente superior...e como conseguiu se manter tão longe, se descuidando de trocar informações tão vitais, que hoje tratam da sobrevivência do Brasil?

Onde ele mora e ganha sua vida, afinal?

 

Essa visitinha dele me jogou em especulações pessimistas.

Será que a classe média vai negar fogo ao Bolsonaro?

Se isso acontecer, vou vender até minhas cuecas e me mandar daqui, caso ele perca. E se a Ignorância e a Alienação são as mesmas em outras fatias do bolo social, escolhendo então o partido dos canalhas...onde foi que erramos por não entender isso antes? Onde foi que falhamos? Será que as pesquisas, a grande mídia, a Justiça aparelhada, a grana da corrupção vão nos esbulhar, na mão grande?

 

Fico transtornado, nestes dias, com a hipótese de que nosso inimigo consiga virar a mesa de xadrez, levando no bolso todas as peças. Quase não durmo, cercado de dúvidas e fake news. E avalio se estou pronto para reagir, na pior das hipóteses.

Espero que este seja só um momento de insegurança. Que passe logo.

 

E tento administrar minha raiva e desconsolo lendo esta linda oração de São Francisco de Assis :

 

Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor,

onde houver ofensa, que eu leve o perdão,

onde houver discórdia, que eu leve a união

onde houver dúvidas que eu leve a fé

onde houver erro, que eu leve a verdade

onde houver desespero que eu leve a esperança

onde houver tristeza que eu leve a alegria

onde houver trevas, que eu leve a luz.

Mestre, fazei que eu procure menos

ser consolado do que consolar

ser compreendido do que compreender

ser amado do que amar.

Pois é dando que se recebe

é perdoando que se é perdoado

é morrendo que se vive para a via eterna!

 

Amém.

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