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Re-União 2017

Jair Bolsonaro é o Donald Trump brasileiro?

October 22, 2018

 

Não é de hoje que Jair Messias Bolsonaro vem sendo comparado a Donald Trump, tanto favorável quanto desfavoravelmente, pela grande mídia. A comparação, obviamente, é levada muito mais em um tom jocoso, irreverente, pois ainda que ambos possuam suas semelhanças, há entre eles enormes diferenças. Ao contrário de Bolsonaro, por exemplo, Donald Trump ingressou na política recentemente. E ao contrário de Bolsonaro, que passou a maior parte de sua vida como um servidor público, Donald Trump é um empreendedor e megainvestidor bilionário, que, com exceção de seus dois anos como presidente dos Estados Unidos, passou a vida inteira trabalhando na iniciativa privada. 

 

A comparação, no entanto, tem sua relevância a partir do momento que analisamos o contexto no qual ambos estão inseridos. Ela é oriunda, portanto, muito mais de uma conotação política do que de quaisquer outras afinidades que poderiam ser apontadas, e são um resultado direito do momento de fricção vivenciado tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. 

 

Jair Messias Bolsonaro, ao menos até o presente momento, está prestes a se tornar presidente do Brasil em um contexto muito similar ao que levou Donald Trump a tornar-se o presidente dos Estados Unidos, e isso tem despertado a atenção de analistas políticos. 

 

A mídia americana – à época das eleições –, no geral, de forma arrogante e tresloucada, dispensava à Donald Trump o mesmo tratamento que a imprensa nacional dispensa à Jair Bolsonaro. Assim como Trump era vítima de toda a sorte de animosidades por lá, que em não raras vezes repercutia na imprensa daqui, Bolsonaro o é da mesma forma, vilipendiado por toda a sorte de jornais e meios de comunicação. E assim como artistas e celebridades hollywoodianas faziam comícios e passeatas contra Donald Trump, manifestando-se contra o candidato a todo momento, artistas e celebridades globais se manifestam em uníssono contra Bolsonaro, da mesma forma. Não dá para negar, as semelhanças são simplesmente absurdas. 

 

Isso, no entanto, tem uma explicação. 

 

Assim como todo o aparato midiático e todo o establishment artístico-intelectual americano é progressista, assim também o é no Brasil. Desta maneira, nos Estados Unidos, era natural que todo o exército de integrantes da esquerda chique radical sentisse uma brutal repulsa, uma irrefreável, porém natural ojeriza por alguém como Donald Trump, um conservador. Aqui no Brasil, a elite do Projaquistão, e todos os seus coleguinhas da imprensa, sentem exatamente o mesmo por Bolsonaro, também um conservador. Temos, de uma certa forma, a reação de uma elite midiática e intelectual que se coloca em firme oposição a um iconoclasta político, que é alguém assumidamente voltado para a preservação de costumes, valores e tradições, considerados grosseiros, ofensivos e arcaicos, pelo establishment progressista. Ora, a esquerda irá naturalmente repelir a direita. Até certo ponto, dá para entender, não há como ser diferente. 

 

Mas aí vem a parte mais interessante da história toda.

Assim como Donald Trump ganhou a eleição para presidente dos Estados Unidos – contrariando todas as expectativas de pesquisas manipuladas que o colocavam sempre abaixo de Hillary –, sabemos que a vitória, se as eleições no segundo turno forem limpas, será de Jair Bolsonaro. 

 

Do alto de sua prepotente e ardilosa arrogância, o ator hollywoodiano George Clooney chegou a afirmar que Donald Trump jamais seria presidente dos Estados Unidos. Como todo esquerdista caviar, Clooney é do tipo que gosta de esbravejar justiça e benevolência diante dos holofotes, enquanto faz literalmente nada pelas pessoas que afirma querer ajudar. Em certa ocasião, em um luxuoso evento, o ator falou sobre a crise de refugiados do Oriente Médio. Clooney fez um enorme discurso sobre como todos – pessoas e governos – deveriam parar para manifestar a sua solidariedade, e ajudar todas as pobres famílias que estão fugindo de países em guerra como a Síria. E você, caro leitor, sabe o que o extremamente rico ator hollywoodiano, que possui 3 mansões nos Estados Unidos e 3 mansões na Europa, fez de concreto para ajudar estas pessoas? Cedeu suas mansões para que parte dos refugiados tivesse onde morar, ao menos temporariamente? Não, ele não fez nada disso. “Ajudou” apenas com o seu “nobre” discurso mesmo.    

 

Ou seja, a verdade, como ficou bem clara para todos nestes últimos anos, é que a elite intelectual, artística e midiática - de ambos os países, Brasil e Estados Unidos – não representa, nem de longe, os anseios, os desejos e as expectativas da população. Por viverem isolados em uma bolha, completamente descolados da realidade, os integrantes da elite mostraram-se completamente incapazes de compreender até mesmo os mais irrelevantes elementos do mundo real que os cerca, mas que, por não se misturarem com o indivíduo comum, por não saberem do que ele gosta, do que ele precisa, como ele vive, mostraram toda a irrefreável e desmesurada alienação do mundo privilegiado que habitam. Por nunca descerem de seus pedestais, por nunca se darem o luxo de ir até o andar térreo da civilização humana para conhecer o mundo real, pois estão sempre ocupados demais demonstrando para a humanidade todas as suas virtudes, essa gente perdeu completamente o contato com o cidadão comum. Converteram-se em degradantes, pedantes e satíricas versões de si próprios. 

 

A esquerda, com o seu discurso genérico de que luta pelos direitos dos pobres, do cidadão comum, dos marginalizados, dos esquecidos, não cansa de mostrar sua insensibilidade, sua frivolidade e sua insensatez para o mundo. Na verdade, nos Estados Unidos e no Brasil, ficou bem claro que a esquerda é um grupo de celebridades riquinhas e mimadas, preocupadas única e exclusivamente em divulgar sua incomensurável benevolência artificial para os holofotes, para que todos vejam como eles são bons, bacanas e generosos. Querem empurrar pobreza socialista para os outros, enquanto eles ficam se refestelando no mais luxuoso e promíscuo capitalismo. 

 

Que vença Bolsonaro. E que a esquerda fique chorando aqui, como ficou chorando lá. 

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