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Re-União 2017

Socialismo é o fascismo festivo

November 1, 2018

Você talvez já tenha se perguntado por que o socialismo e o comunismo não são tão condenados quanto o fascismo e o socialismo. E a pergunta é totalmente válida. Se todos estes quatro sistemas possuem exatamente a mesma matriz – são todos totalitários, estatistas e coletivistas – por que o socialismo e o comunismo recebem tratamento especial? 

 

Existem inúmeras razões para isso. Como a esquerda sempre dominou os ambientes universitários e acadêmicos, ela sempre ocultou – convenientemente – de forma consciente e deliberada, as atrocidades e barbaridades perpetradas por sistemas socialistas e comunistas, ensinando e difundindo apenas sua teoria, e não sua história. Sempre que sua trágica história é lembrada, seus teólogos, teóricos e estudiosos isentam-na de qualquer culpa, afirmando que qualquer desgraça que por ventura tenha ocorrido em um país socialista não é representativa do “verdadeiro” socialismo. O “verdadeiro” socialismo é a fantasia utópica que eles construíram em suas “maravilhosas” mentes de intelectuais carismáticos, que será realidade quando for implementado da forma “correta”. Uma desculpa muito velha, mas que continua sendo amplamente usada pela militância e pela intelligentsia progressista. 

 

Outra questão que deve ser levada em consideração é a seguinte: enquanto a Alemanha, por exemplo, não só reconheceu como reconhece sem nenhum pudor que o nazismo foi uma abominação – uma brutal, maledicente e catastrófica tragédia que extrapolou todos os limites da barbárie concebidos pelo ser humano –, regimes comunistas, como China e Cuba, por exemplo, nunca reconheceram publicamente as brutalidades do comunismo. Na China, Mao Tsé-tung, o pior ditador da história, responsável pela morte de aproximadamente setenta milhões de chineses, ainda é venerado como o grande líder político da nação e fundador da moderna República Popular da China. Até hoje, portanto, tenta-se conferir ao comunismo e ao socialismo uma aura de inocência pueril, de justiça, de esplendor, de humanidade, que ambas ostentam com pujança na teoria. Todas as crueldades cometidas na prática, no entanto, em todos os países que vivenciaram na pele o horror de tais sistemas, permanece um tabu em diversos círculos acadêmicos e universitários, não se restringindo a estes: os meios literários, intelectuais e até mesmo jornalísticos e televisivos evitam tocar no assunto. Evitam a verdade, os fatos, a realidade, negando sistematicamente tudo o que possa comprometer a ”santidade” destes sistemas políticos e econômicos, que não passam de cruéis e desumanas depravações bestiais. 

 

O socialismo, antes de ser implantado, promete tudo: Hugo Chávez chegou a dizer para uma enorme multidão – em certa ocasião –, que o socialismo entregava o paraíso bíblico na Terra. Comícios de partidos socialistas não raro são festivos, alegres, descontraídos, repletos de alegria e de um sentimento de pertencimento a uma classe, um grupo, uma irmandade, que entrará unida em um lugar especial, onde as mais gloriosas concepções da vida se tornarão uma esplendorosa realidade. Para todas as fascinantes e fantásticas maravilhas deste paraíso serem alcançadas, no entanto, basta que o grupo de indivíduos que faz estas promessas alcance o poder político. Depois estará tudo resolvido. É isto o que o socialismo sempre faz para se promover: mostra ser aquilo que não é; vende um conjunto muito bem arquitetado de falácias e ilusões, deliberadamente montado para enganar os incautos e desprevenidos.   

 

Em todos os lugares onde o socialismo foi implementado, o modus operandi usado para ludibriar e iludir a população foi basicamente o mesmo. Formidáveis e graciosas promessas foram feitas, para enganar e capturar os incautos, que acabaram – para o seu desespero – em uma situação que se mostrou diametralmente oposta a tudo o que lhes foi prometido: terminam sempre na mesma situação –  reféns de um regime totalitário de terror, opressão e medo, onde a fome, a escassez, a precariedade e a completa e total ausência de tudo acabam por escravizar toda a sociedade, deixando-a vulnerável a um grupo de tiranos com poderes plenipotenciários sobre tudo e sobre todos. O socialismo é como uma grande arapuca, que vai se fechando aos poucos. Quando o processo está concluído, normalmente é tarde demais para tentar escapar. 

 

Ao contrário do fascismo e do nazismo, sistemas que já estão completamente arruinados, mortos e enterrados – e possuem um discurso difícil de aceitar, pois são nefastos até mesmo na teoria – o socialismo, por outro lado, por ter um discurso sedutor e aparentemente voltado para o cidadão comum,  parece bonitinho como um conceito político capaz de saciar os anseios e as necessidades da maioria, mas na prática, continua mantendo nações inteiras reféns de suas garras tirânicas, ditatoriais e cruéis. Infelizmente, mesmo com a desgraça de países como Venezuela sendo amplamente divulgadas mundo afora para que todos possam ter conhecimento sobre as desgraças do socialismo, esse depravado e maligno sistema continuará seduzindo os incautos e ludibriando os desprevenidos. 

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