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Re-União 2017

A Revolução Bolivariana fracassou

November 3, 2018

 

 

Não adianta. Não existem mais desculpas a serem criadas, inventadas, concebidas ou publicadas.

Está mais do que na hora de admitir que a tal revolução bolivariana fracassou. E que fracasso terrível este tem sido.

 

O povo venezuelano está pagando com a própria vida. O regime socialista assassino liderado pelo tirano Nicolás Maduro está, literalmente, à beira do colapso total; mas, mesmo assim, não se responsabiliza minimamente pelo horrendo e brutal fracasso que sua maligna e deplorável administração inflige barbaramente ao povo venezuelano. Pelo andar da carruagem, como todo governo socialista, parece que sua única prioridade é se manter no poder.  

 

A grande mídia e os agentes chavistas do governo narco-bolivariano da Venezuela dão todas as desculpas possíveis, das mais ridículas às mais esfarrapadas, para tentar justificar as enormes dificuldades que o país atravessa, e o pior é que são sempre as mesmas: a culpa é da flutuação e da instabilidade do valor do petróleo no mercado internacional, a culpa é do imperialismo americano, a culpa é da oposição que não colabora, da extrema-direta que não existe; Nicolás Maduro chegou a culpar o personagem de história em quadrinhos da Marvel Comics, Homem-aranha – super-herói que tem sua própria franquia de filmes –, pela violência que aflige o país, afirmando que o personagem e seus filmes são uma péssima influência para a juventude. Até aqui, não há nada realmente surpreendente. Todos são culpados pelos fracassos do socialismo, menos o socialismo. Tudo é válido para tentar resgatar a imagem do sistema e do regime, porém nada se faz para efetivamente mitigar o sofrimento das pessoas. O socialismo, como sempre, permanece sendo alardeado como um sistema puro e sacrossanto, infalível, imune à críticas. O socialismo nunca é responsabilizado pelos fracassos diretamente gerados por ele. Finge-se viver em um conto de fadas – é mais adorável ver o mundo como um grande algodão-doce com sabor de arco-íris, e colocar a culpa por todas as coisas terríveis em bodes expiatórios externos. 

 

Mas toda esta fantasia deliberadamente orquestrada pela elite política não impede a brutalidade da realidade de atingir o povo venezuelano com força. Como consequência, a diáspora venezuelana continua. E com toda a razão. O desespero é a força motriz da sobrevivência. Como ficar em um país onde inexiste o básico para se levar uma vida digna, próspera e feliz? Como resultado, o narcotráfico e a criminalidade tomaram conta.

A Venezuela tornou-se o segundo país mais violento do mundo, ficando atrás apenas de El Salvador, um insidioso inferninho da América Central, dominado pelo narcotráfico e pela corrupção. Na Venezuela socialista, turistas são frequentemente assassinados apenas para ter seus pertences roubados. Até mesmo policiais e militares são atacados, para ter suas armas roubadas. O fato de andarem armados não intimida mais os criminosos, que tornaram-se mais violentos, por não terem nada a perder. Em função disso, até mesmo o governo está tendo dificuldades para lidar com a situação. Funcionários públicos que andam armados foram orientados a não deixarem suas residências à noite, para minimizar riscos.  

 

Infelizmente, todos os aspectos da vida dos cidadãos foram negativamente afetados. A inflação aproxima-se da absurda cifra de 1.000.000% – isso mesmo, um milhão por cento, você não leu errado – os venezuelanos tem de lidar com uma moeda fraca, cujo poder de compra foi plenamente corroído, e montanhas de cédulas são necessárias para se comprar um saco de arroz ou um quilo de farinha, itens que são cada vez mais escassos; em determinadas localidades, raridades difíceis de serem obtidas. Isso, por sua vez, criou todo um mercado negro de alimentos, que – embora ofereça uma alternativa ao consumidor – são comercializados por valores muitas vezes exorbitantes.

 

Hospitais, por sua vez, subsistem em condições de lastimável precariedade. Parecem mais açougues do que hospitais de fato. Faltam água, energia, eletricidade, aparelhos, medicamentos básicos; como resultado de toda esta carência, a mortalidade infantil disparou no país. Não há o que fazer para tentar salvar recém-nascidos – que, em sua maioria –, já nascem desnutridos. Sintomas sinistros da degradação fatalista que acometeu o país, em decorrência do socialismo. Que – como o presidente americano Donald Trump corretamente enfatizou –, ocorreu não pelo fato do socialismo ter sido mal implementado; pelo contrário, por ter sido muito bem implementado.  

 

Está mais do que na hora de admitir que a revolução bolivariana foi um fracasso total. Uma ocorrência lastimável, deve entrar para a história como uma das maiores desgraças que acometeram a humanidade. Se há uma lição a ser aprendida com a Venezuela, é a de que o socialismo deveria ser enterrado em caráter definitivo e permanente, para nunca mais ser aplicado. Desgraça, miséria, comiseração e sofrimento são as únicas “virtudes” deste sistema cruel, assassino e desumano, que não deveria, jamais, ter saído das páginas da teoria para ganhar a cor da realidade.

A raça humana, sem dúvida nenhuma, teria sido poupada de muita dor, aflição e amargura. 

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