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Re-União 2017

O Brasil cortado em dois

November 6, 2018

As eleições já são passado. Então agora toca analisar o panorama geral.

O que é o mais importante neste início de governo?

Uma realidade se sobrepõe a todas as outras: admitir que quase a metade dos eleitores não votou no Bolsonaro. Esse fato é relevante, devendo ser tratado prioritariamente pelo novo governo.

 

Inclusive porque muitos dos eleitores que foram contrários ao Bolsonaro não eram petistas. Daí que conhecer as reais motivações dessa rejeição é uma tarefa fundamental. Não podemos conviver satisfatoriamente num país dividido pela metade, sem provar que não somos aquilo que os petistas nos acusam ser.  

 

Foram 14 anos desinformação e mentiras que provocaram antagonismo entre os brasileiros, aparelhando desde professores do maternal até os

das universidades, passando por sindicatos, o ativismo das ONGs, a corrupção dos organismos públicos, políticos e bolsas de todo tipo. Chegando até ao STF. Conseguiram vender a idéia que o petismo é honesto e decente, não estando envolvido nos escândalos maciços que todos conhecem. Pleiteiam até que o Lula seja solto apesar das condenações sofridas e daquelas que ainda virão. 

 

Tem-se que pesquisar e estudar profunda e cientificamente  as motivações que alimentaram tanto fanatismo cego. Ou ficamos no achômetro. 

E há que seguir trabalhando paralelamente numa ação política que convença a totalidade da população dos motivos do governo agir desta ou daquela maneira. Esta é uma guerra de comunicação paralela à guerra concreta dos fatos. E agir sempre ouvindo não apenas os aliados. Mas também levando em consideração os críticos sinceros das ações do governo, o que poderá ajudar a soldar a fenda que cortou o país em dois pedaços.

 

Há muitas pessoas que não aceitaram o armistício, buscando ainda uma confrontação com o "inimigo". Talvez isso seja natural depois das agruras pelas quais passamos, na expectativa de fraude das urnas eletrônicas e das violências institucionais que poderíamos vir a enfrentar.

A pressão psicológica foi difícil de suportar.

E agora que vencemos, é justo o desejo de desmontar o PT e liquidar imediatamente todas as iniquidades havidas. Mas esse impulso de urgência-urgentíssima tem que ser controlado, se queremos construir a Nação num clima equilibrado de justiça e solidariedade. 

 

O novo governo tem essa imensa tarefa pela frente, a de reunificar o povo brasileiro e combater com eficácia todos os "frames" da esquerda.

É preciso curar as feridas. Para isso tem-se que praticar aquilo que se considera a base da sabedoria humana por todas as religiões e que pode ser resumido numa única palavra: render-se. (“Surrender”, em inglês”). Aceitando generosa e humildemente o imenso privilégio que tivemos de vencer o Mal. E ter a coragem de mudar o que precisa ser mudado, sem hesitação.

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