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Re-União 2017

Como a tecnologia Blockchain pode mudar o Brasil e acabar com a corrupção

November 8, 2018

Eu sou otimista com relação ao Brasil. Os problemas são muitos, mas as soluções também.

A vontade do brasileiro de retomar o controle do país e de seu destino é mais forte que nunca.

 

O Brasil é uma democracia com instituições que funcionam e em quanto assim for pode se tornar rapidamente o país do agora e não ficar como o eterno país do futuro.

 

Quais são os grandes problemas do Brasil?

Se tomamos várias pesquisas feitas nos últimos tempos o problema da corrupção chega em no.1 na maioria dos casos.

A boa notícia é que existe hoje uma solução para a corrupção. Uma solução simples com nome complicado: Blockchain.

 

Mas o que é o Blockchain?

O blockchain é a tecnologia que está detrás do bitcoin...

Mas que fique claro que o bitcoin é só uma das várias aplicações, e, na minha opinião, o bitcoin é o pior exemplo de utilização desta tecnologia.

Eu comparo o blockchain a fissão nuclear e o bitcoin a bomba atômica.

Quando o homem descobriu e controlou a fissão nuclear (Otto Hahn e Fritz Strassmann - 1938) a primeira utilização a grande escala foi a bomba atômica de 1945. Após esta utilização o próprio descobridor da fissão nuclear passou a lutar contra as armas atômicas e a corrida nuclear.

Mas neste mesmo ano de 1945 é criada na França a Comissão para a energia atômica (CEA) e em 1951 Estados Unidos produz a primeira eletricidade de origem atômica. Em 1954 o primeiro reator nuclear é posto em produção na Rússia e em 1956 na França.

A fissão nuclear deu origem primeiro a sua pior utilização para permitir depois uma eletricidade limpa e quase inesgotável.

 

Todas as utilizações positivas do Blockchain são comparáveis a todas as utilizações positivas que foram feitas com a descoberta da fissão nuclear.

O Blockchain é uma tecnologia que permite escrever “sobre pedra” um evento. Não é possível modificar este evento de nenhuma forma e por vários motivos:

É criptografado

Está gravado em vários computadores independentes

Está protegido pelo evento seguinte.

 

Como assim?

Cada evento gera uma chave única e inviolável e o une ao evento seguinte e assim por diante, se cria uma corrente, “chain”em inglês, de eventos, os “blocks”.

E último ponto técnico: cada evento é validado de forma eletrônica por vários atores responsáveis em verificar e validar o evento. Todos devem assinar para certificar que o evento existiu. Todos ficam responsável por este evento.

 

E tudo isso com a corrupção?

Já pensou se fosse possível realmente saber como é gasto nosso dinheiro? O dinheiro dos nossos impostos, o dinheiro da nossa aposentadoria?

Pois isso é totalmente possível com a tecnologia Blockchain!

Para melhor entender vamos a um caso concreto:

A empresa Construtora B ganhou do governo a construção de uma nova ponte pelo valor de 160 milhões de reais. É o projeto “Ponte3456”

E queremos saber como vai ser gasto cada real recebido pela Construtora B. Queremos saber quem aprovou cada gasto deste projeto e por que valor. Afinal é nosso dinheiro!

É como se déssemos a Construtora B os 160 milhões em notas de 2 reais e pelo número de série de cada bilhete queremos conhecer a história completa dele: Serviu para comprar o que e por que valor.

Com a tecnologia Blockchain podemos criar uma criptomoeda específica para este projeto: 160 milhões da criptomoeda “CryptoProjetoPonte3456”.

 

Mas que é uma criptomoeda?

É uma moeda virtual (que não é impressa) que é totalmente rastreável: podemos saber como ela mudou de mão e como ela foi gasta. Tudo fica “escrito na pedra” sem a menor possibilidade de ser alterado.

 

Voltemos a nossa ponte:

O governo vai entregar a construtora 160 milhões de uma criptomoeda criada especificamente para este projeto.

Assim temos o controle e o rastreamento de cada “real” gasto.

Cada gasto fica registrado “sobre pedra” com as assinaturas eletrônicas dos responsáveis que podem ser não somente o pagador (a empresa B) como o provedor da empresa B, o governo, algum representante da sociedade civil, uma certificadora independente reconhecida de preços e medidas e quem mais se considere necessário.

Ou seja, que se na compra de algum material requerido para a obra existe um sobre-preço este deveria ser “aprovado” por todos os assinantes da transação, algo bem pouco provável se os assinantes são bem escolhidos e considerando que a identidade dos “assinantes” que aprovaram a transação ficam amarrados a esta transação sem que esta possa ser modificada, alterada, ajustada.

Quem recebe estas criptomoedas deverá ir depois até o governo trocar a criptomoeda em reais.

Assim cada real dos impostos dos brasileiros utilizados na construção da ponte fica registrado “sobre pedra” de forma eletrônica e imodificável e se conhecem todos os atores que autorizaram cada gasto para este projeto.

 

E isto é só um primeiro passo. 

Em bem poucos anos, com a utilização da inteligência artificial e o Big Data o trabalho será cada vez mais afinado e preciso.

 

OK, acham que estou sonhando? Pois aqui vão alguns fatos:

  • Alice.si é uma plataforma criada para gerenciar e controlar todos os gastos de doações para projetos sociais.

  • O governo britânico já leva 2 anos trabalhando em projetos com o Blockchain para controlar os gastos do estado.

  • A Estônia é o pais que mais utiliza a tecnologia blockchain em muitos dos processos do estado. Em 2016 estava entre os países com a menor corrupção mundial entre o Japão e a França. (fonte: Transparency International).

  • A Dinamarca é o país com a melhor nota mundial em relação a percepção da corrupção. E para manter esta posição a Dinamarca está liderando o mundo na adopção de pagos com tecnologia Blockchain.

  • E são muitos mais exemplos.

 

Mas o Brasil não é a Dinamarca.

Com certeza não é. A Dinamarca não esperou o Blockchain para ser a nação menos corrupta do mundo. Foi a educação e os valores da população que permitiram chegar a isso. Mas mesmo assim vão adotar a tecnologia Blockchain.

O Brasil, com a tecnologia Blockchain tem o poder de dar um salto de décadas e dar uma parada (ou diminuída drástica) na corrupção. A educação permitirá enraizar esta nova realidade.

 

Sim sou otimista com o Brasil. Pela primeira vez, desde a volta da democracia, existe uma vontade real de acabar com a corrupção e uma tecnologia quo o permite. Se juntamos a isso ao fato que o mundo está vivendo uma melhora econômica, vejo o Brasil vivendo seus melhores anos.

 

O Brasil sim pode ser o país do agora!

 

*Jean Clément é empresário na área de educação corporativa e novas tecnologias.

Formado em Gestão - Marketing e Finanças - pela Universidade Paris 9 Dauphine de Paris - França

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