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Re-União 2017

A pedra mágica e a índiazinha que virou governo

November 9, 2018

 

Aos 3 anos de idade, uma índiazinha adotada, chamada Silvia Waiãpi, esperta e inteligente, começava a curtir seu sonho: estudar.
Conseguiu ir pra escola aos 7 anos, menina pobre que só tinha um vestido com um botão nas costas que adorava. Ia todos os dias com ele.
Na escola, a chamavam de verdadeira brasileira.
Toda semana, no hasteamento da bandeira, feito pelos alunos, a menina puxava a saia das professoras, pedindo pra que fosse ela a hastear, ao menos uma vez.


Nunca deixaram que fizesse isso, e ela não entendia; se era brasileira de verdade, porque não podia hastear a bandeira?

Na floresta em que vivia, Silvia teve o abdomen perfurado por um pedaço de madeira e precisou ser operada.
Mais tarde, com apenas 13 anos, teve uma filha.
Com 14 anos, fugiu da aldeia em que vivia, levando uma pedra que havia pego num dos rios da floresta. Foi parar no Rio de Janeiro.
Nas ruas, sem conseguir trabalho, passou fome por dois meses, até vender a pedra, que acreditava ter poderes mágicos. Com a grana, comeu por duas semanas, conta.
Pensou: se consigo vender uma pedra consigo vender qualquer coisa.
E foi em frente.
Conseguiu um lugar pra morar e saiu vendendo livros e revistas velhos pelas ruas.
Conseguiu um emprego no Círculo do Livro, feliz, e lá a incentivaram a estudar arte.
Por conta disso, acabou trabalhando na TV como atriz, durante algum tempo.

Silvia evoluiu rápidamente: se tornou atleta, depois de quase sofrer um estupro.
Medalhista de atletismo pelo Vasco da Gama, conseguiu uma bolsa para cursar a Faculdade de Fisioterapia. E prestou concurso para o Exército.
Acabou se tornando a primeira indígena a integrar o Exército, como segunda tenente.

Finalmente, seu antigo sonho de menina pobre virou realidade: o de hastear a bandeira de seu país.
E mais ainda: hoje, a índia, verdadeira brasileira que virou tenente, foi convocada pelo presidente Jair Bolsonaro pra fazer parte de sua equipe de transição de governo, ao lado de outras 3 mulheres.

Aos 42 anos, mãe de 3 filhos e avó, Silvia deixa o Hospital do Exército em Benfica, no Rio, onde trabalhava de domingo a domingo fazendo pesquisas na área de reabilitação de lesões medulares para realizar outro sonho: o de mudar seu país, ao lado de Bolsonaro.
"Acordo todos os dias pensando em mudar meu país", disse a índia certa vez.

Agora, tem a chance.
Assim como Bolsonaro, hoje presidente do Brasil, que a colocou no novo cargo.
Que juntos façam um grande governo. Pelo povo.
É nossa torcida.

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