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Re-União 2017

Venezuelanos são vítimas de genocídio

November 14, 2018

A Venezuela é um país que sofre uma morte lenta, agonizante, uma aflitiva e sórdida desintegração brutal nas mãos do bolivarianismo, que detém uma nação inteira de vinte e cinco milhões de habitantes como reféns de um regime sádico, agressivo, depravado e autoritário.

 

Infelizmente, fatos mostram que o próprio governo faz de tudo para que a precariedade, a carestia e a completa e total ausência de medicamentos, víveres e produtos básicos para a sobrevivência da população se intensifique, e a subsequente mortandade continue a exterminá-la vagarosamente, o que revela requintes de crueldade e sofreguidão nunca antes vistos na história da América Latina por parte de um governo. 

 

Diversas igrejas, entidades e organizações cristãs tem enviado suprimentos variados – como medicação e alimentos – para a Venezuela, com o objetivo de assistir e auxiliar os necessitados. Não obstante, o próprio governo tem confiscado tudo o que é enviado, recusando-se a repassar à população o que seria dela por direito. Recentemente, o governo tem encarcerado pastores cristãos envolvidos em assistência humanitária, pelo “crime” de estarem auxiliando cidadãos miseráveis. Organizações beneficentes, como a Caritás, do Chile, que enviou uma grande remessa de medicamentos recentemente, cessaram as doações, visto que sempre são confiscadas pelo governo, e não chegam a quem precisa. Um bispo venezuelano, Dom Jaime Villarroel, afirmou que a Venezuela é um “campo de concentração onde estão exterminando os próprios venezuelanos. Este regime que hoje Nicolás Maduro preside na Venezuela está cometendo um extermínio, matando nosso povo”. 

 

Evidentemente, uma população fraca, esfaimada e plenamente destituída de tudo o que é necessário para sobreviver pode ser facilmente escravizada. O pior de toda esta situação é perceber que os venezuelanos terão que sair dessa sozinhos, visto que, ao que tudo indica, não receberão ajuda externa para derrubar o regime que escraviza a nação – a não ser que os Estados Unidos decida interferir militarmente, possibilidade esta, que torna-se cada vez mais improvável. Uma intervenção militar americana certamente levaria à China e a Rússia – dois países que apoiam a ditadura de Nicolás Maduro em troca de suprimento vitalício de petróleo – a sair em defesa da Venezuela, o que facilmente levaria à eclosão de um conflito de grandes proporções. 

 

Vale lembrar que recentemente China e Venezuela assinaram 28 tratados de cooperação política e comercial, o que, na prática, transforma a Venezuela em um estado satélite do gigante asiático; uma espécie de entreposto chinês na América Latina, um ponto de partida para a expansão geopolítica de um grande plano de conquista macroeconômica, dos quais a Silk Road é apenas um modesto início. Portanto, caso os Estados Unidos decidisse deflagrar uma guerra na Venezuela para libertar a população da tirania bolivariana, uma interferência da China seria muito provável, e aí veríamos um conflito eclodir na região como nunca vimos antes. Afinal, os chineses teriam muito a perder, e não pretendem dar vazão à hegemonia americana no presente, como fizeram no passado. Devemos entender que até mesmo a Coréia do Norte pode ser compreendida como um estado-satélite da China, um conveniente fantoche geopolítico que separa o oriente democrático e capitalista de influência ocidental – representado pela Coreia do Sul e pelo Japão – de um oriente cada vez mais autoritário e ditatorial, representado pelo centralizado governo autocrático de Pequim, que começa a expandir-se discreta, porém vorazmente, sufocando a autonomia de regiões como Hong Kong, Macau e Taiwan. Na verdade, a interferência da China nos assuntos políticos e econômicos da América Latina tenderá a aumentar cada vez mais, em um futuro próximo.

 

Infelizmente, hoje observamos o que outrora foi um próspero e dinâmico país se deteriorar de maneira praticamente irreversível, o que implica em uma imensurável perda de vidas, sobretudo a de inocentes. Tudo porque as grandes oligarquias corporativistas internacionais descobriram que a escravidão socialista é um lucrativo negócio, e por isso estão dispostas a financiar um regime escravagista como o de Nicolás Maduro. De nada adianta recorrer à ONU – uma organização igualmente autoritária e socialista –, que só tem ignorado a situação de imensurável precariedade dos venezuelanos. Infelizmente, observamos a destruição lenta e agonizante de um país e de seus cidadãos, com uma completa sensação de impotência, com pouco ou nada a fazer para alterar esta deplorável situação.

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