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Re-União 2017

Rodrigo Jungmann, um herói acidental

November 16, 2018

 

Quem vê a simpatia com que Rodrigo Jungmann atende aqueles que o reconhecem na rua ou por onde ele passa, se não o conhece e à sua história, facilmente pensa tratar-se de um político ou celebridade local. Paciente e muito gentil, ele responde perguntas e recebe apoio de estranhos que não imaginam a dureza da realidade no campus universitário.

 

Formado em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco, ele tem também mestrado por essa mesma instituição e é doutor em Filosofia pela Universidade da Califórnia, nos EUA. Atualmente é Professor Adjunto II da Universidade Federal de Pernambuco.

 

Aos 53 anos, signo de câncer, adora futebol. Torcedor do Náutico, Corinthians e Flamengo, ele se declara fanático pela Seleção Brasileira. Como a maioria de nós, os anos vividos no exterior não diminuíram sua preferência pela feijoada, picanha e strogonoff. Seu gosto musical reflete seu lado romântico. Encabeçando a lista de seus favoritos estão os Beatles, Frank Sinatra, Elvis Presley e Dorival Caymmi. Divorciado, ele espera encontrar um amor, casar e ter filhos (Rodrigo ainda não é pai). O “doutô”, que é doutor de verdade, seria um homem absolutamente comum, igual a mim, a você ou aos nossos vizinhos se não fosse por sua imensa coragem, pela firmeza de seus princípios morais e pelo seu assustador conhecimento sobre a esquerda mundial, seja na perspectiva Histórica ou filosófica. Eu, fiquei imensamente honrada com a oportunidade de contar quem é Rodrigo Jungmann de Castro, um ser humano exemplar, bem humorado, doce, gentil, muito generoso e dono de uma paciência invejável.

 

Por que você que não é de Pernambuco, não é do Nordeste, talvez nem esteja no Brasil, precisa saber quem é o Professor Doutor Rodrigo Jungmann de Castro?

 

O Professor Jungmann é hoje (talvez nem ele mesmo tenha percebido) um símbolo vivo da luta contra a virulência esquerdista no Brasil. Em estatura moral, ele deveria ser reconhecido ao lado do Presidente Jair Bolsonaro e do Professor Olavo de Carvalho, de quem aliás é aluno e grande admirador. É o que vou tentar mostrar neste artigo.

 

Dentro do campus, a rotina do professor era bem comum.

Um tanto deslocado por ser um dos raríssimos professores conservadores na universidade, seus dias e aulas transcorriam sem incidentes. Em certo momento, em sua conta pessoal de Facebook, ele começou a postar uma série que chamou de “Iconoclastias” (com mais de duzentas!) que criticavam as várias vertentes esquerdistas e seus discursos e demonstravam as vantagens do conservadorismo e da liberdade econômica – como faziam e fazem a maioria dos usuários dessa mídia social, expondo suas convicções. A essas postagens, alguns alunos de filosofia e de outros cursos reagiram de forma negativa, mas nada que pudesse ser digno de menção (na época). Os professores preferiam ignorá-las completamente.

 

Pouco depois, jovens de um grupo conservador chamado Contraponto procuraram o professor para que ajudasse a organizar um evento conservador, ideia prontamente acolhida, e hoje sabemos, ingenuamente acolhida, por Jungmann. Ingenuamente porque é repetitivo que conservadores acreditem e defendam a pluralidade de ideias e o exercício dialético, o que para a esquerda nunca ultrapassa a mera retórica. Quem dela ousou discordar, mais especificamente em ambientes organizados, descobriu essa crua realidade da pior maneira. Acreditando no debate de ideias, na liberdade de expressão e que o ponto de vista conservador merecia tanto espaço quanto qualquer outro, o professor Rodrigo Jungmann não tinha como imaginar que a decisão de encampar um pequeno evento, na sala 26 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), uma pequena sala para cerca de 35 a 40 pessoas, mudaria para sempre sua vida.

 

Em 03 de Maio de 2016, naquele recinto da Universidade Federal de Pernambuco, o “Colóquio Marxismo Cultural” debatia o marxismo cultural dando ênfase à Escola de Frankfurt e Gramsci e abordava o politicamente correto, o feminismo e a instrumentalização das minorias por parte da esquerda.
De início notava-se uma certa irritação de alguns alunos esquerdistas que lá estavam. A terceira palestra do evento foi sobre feminismo. Enquanto um dos jovens fazia sua apresentação sobre o livro “The Dialectic of Sex” da feminista ultra-radical americana Shulamith Firestone, defensora do fim do tabu acerca da relação entre adultos e crianças, o que é obviamente defesa da pedofilia, notava-se uma movimentação dos alunos esquerdistas entrando e saindo e, nesse momento, adentrou a sala uma professora de antropologia da universidade, exigindo satisfações. Inicialmente questionou a legitimidade do evento. Como não havia nenhuma irregularidade, já que todos os requisitos para o uso do espaço foram devidamente atendidos, essa professora declarou que “não admitiria calúnias* e mentiras contra o feminismo” e lá permaneceu com seus alunos e apoiadores, entre 15 e 20 deles, tumultuando o evento. Com muita dificuldade conseguiu-se que deixassem o local para que se pudesse encerrar aquele forum.

 

A partir daquele dia Rodrigo ficou marcado como o professor fascista.

A esquerda universitária não se refere a ele como conservador, não respeita seu extenso curriculum.  Apenas o rotula com os mesmos velhos e batidos adjetivos (leia-se xingamentos) endereçados a todos que dela ousem discordar. No caso de Rodrigo, naquele mesmo fim de tarde o campus foi tomado pelo que eles repetiam ser “alerta fascista”.

Alunos de outros cursos da área de humanas inclusive passaram a hostilizá-lo, engrossando o caldo dos que o xingavam, o apontavam e de várias maneiras tentavam intimidá-lo. A resposta foi sutil mas clara: foi nessa ocasião que o professor adotou uma indumentária mais formal, paletó e gravata, visualmente identificando-se como conservador e não sucumbindo às pressões do Campus.

 

Em agosto daquele mesmo ano, houve um debate sobre a questão Israel x Palestina e o professor foi convidado.

Já marcado como sendo de ultra direita e fascista, ele acreditou que se tratava apenas de um debate e que ele representaria o outro lado defendendo  Israel. O Professor Jungmann aceitou prontamente.

O que ele não sabia era que se tratava de um forum, onde por três dias, palestras depois de palestras, a Palestina foi defendida e vitimizada e Israel demonizado com toda a retórica da esquerda e com todas as distorções (para não dizer mentiras) históricas, possíveis e imagináveis. A participação de Jungmann aconteceu no fim do terceiro dia. Se você, meu caro leitor, já imaginou que houve confusão, você está certo. Começava ali a linha crescente das agressões sofridas pelo professor, a hostilização a partir dali só aumentaria.

 

“É curioso que foi a última vez que senti algum tipo de medo físico – foi naquele dia. Naquele dia eu senti alguma dose de medo físico, de que alguém me agredisse fisicamente, tamanha a hostilidade. Desde então eu não tive mais, eu não tive mais esse medo físico. Eu passei a participar dos eventos e sendo hostilizado nesses eventos, mas ‘eu fiquei com o couro grosso, o couro curtido’ e claro que outros eventos foram extremamente desagradáveis mas aquele, de certa forma, marcou uma transição porque depois daquele evento, por algum motivo, eu não senti mais medo.” Rodrigo Jungmann

 

A partir de então, a vida deste admirável mestre mudou radicalmente.

O saldo positivo inclui o carinho e apoio, por ele inesperados, de pessoas tanto em seu meio físico quanto através das redes sociais. Pessoas de todas as partes do Brasil e até do exterior, através da internet, e muitos residentes no próprio Recife, amigos, conhecidos, estranhos que o vêem passar, não deixam de expressar sua solidariedade e de incentivá-lo a seguir adiante. (Digo eu: quisera tivéssemos muitos mais pessoas dispostas a pagar um preço tão alto para enfrentar a esquerda e sua dominação ideológica.)

 

Uma das imagens mais marcantes do ano de 2016 é sem dúvida a saída de Jungmann do auditório da FAFICA (Faculdade de Filosofia de Caruaru), em outubro daquele ano. Foi um debate sobre o “Escola Sem Partido”, em que Jungmann fez a defesa do projeto por um ambiente acadêmico sem militância política. Em dado momento, ao criticar Paulo Freire, ele teve o microfone arrancado abruptamente de suas mãos por um dos professores daquela instituição, que em altos brados proibiu críticas a Paulo Freire.  Impedido de terminar sua apresentação e hostilizado desde antes do início de sua fala e ainda mais que das vezes anteriores, o professor conservador deixou o recinto em meio a uma malta que o rodeava berrando toda sorte de insultos. As estimativas dão conta de cerca de 100 militantes. Contudo, as imagens dos videos, nos passam uma ideia de um número maior.

 

Diferente do primeiro evento, quando não imaginava nem remotamente que pudesse atrair a fúria da militância esquerdista universitária e do segundo evento, quando acreditou ter sido convidado para debater seriamente a questão “Israel x Palestina” sem saber que seria precedido por 3 dias de pesada doutrinação anti-semita, nesse terceiro evento, organizado pela esquerda, Rodrigo já tinha ciência do ambiente em que estava e da ação repetitiva da esquerda militante no campus. Ainda assim, por uma questão de princípios morais, sabendo que alguém teria que defender o “Escola Sem Partido”, o professor encarou bravamente o desafio, no que eu chamo de “o momento de maior dignidade de um brasileiro no ano de 2016”.

 

 

Até então, Rodrigo ainda não havia recebido apoio diretamente de ninguém. Nenhuma instituição, nenhum partido político, nenhum representante de grupo organizado, ninguém.

 

A partir daquele momento, toda a hostilidade contra o professor tem sido crescente, faça ele ou não parte de algum acontecimento acadêmico. Ele “ficou marcado”, como diz o populacho. No fim do ano de 2016, houve as invasões por todo o Brasil em protesto pela “PEC dos Gastos” (apelidada pela esquerda de PEC da Morte). Na universidade onde leciona, alguns centros foram completamente ocupados, em particular o CFCH (Centro de Filosofia e Ciências Humanas). Com as instalações ocupadas pelos alunos militantes, a universidade ficou isolada e naquele mês de dezembro a sala do professor foi depredada, destruída, paredes pichadas, móveis quebrados, parte dos livros roubados e outros tantos destruídos. Com o fim das ocupações, Rodrigo pôde finalmente ter acesso a sua sala e às imagens devastadoras que ali o aguardavam. Havia pichações como:
“Te cuida fascista!”
“A America Latina vai ser toda Socialista.”
“Burguês de merda!”
“Você não merecia ganhar um por cento do seu salário.”
“Stalin matou pouco.”

O fim do ano e a proximidade com as festas diminuíram substancialmente a repercussão deste caso. Ainda assim, foi noticiado pela imprensa local, e na esfera nacional pela Folha de São Paulo e pelo O Antagonista. O então senador Ronaldo Caiado citou o fato, citou a destruição de sua sala, mas não o seu nome.

 

A Universidade lamentou as ocorrências, mas convenientemente ignorou a sua relação com a militância esquerdista paparicada no interior dos nossos centros de ensino.  Mais uma vez e como de costume, o único apoio recebido por Rodrigo vem de pessoas físicas e grupos online, de conservadores e liberais.

 

“As Maldades de Marx e Engels” foi título deliberadamente debochado do evento seguinte, onde se demonstrava que a dupla precursora do comunismo defendia racismo, genocídio, colonialismo, etc. Promovido no auditório do térreo do CFCH, surpreendentemente, transcorreu sem incidentes, talvez por ter sido um evento pequeno e com divulgação reduzida, ainda assim com registro no YouTube.

 

Em outubro de 2017, a pedido de alunos, o professor abraçou a exibição do filme “Jardim das Aflições”, que conta a história da vida e obra do professor Olavo de Carvalho. Foi quando aconteceu a grande confusão, vista no Brasil todo, iniciada quando a esquerda militante universitária, inconformada com a natureza conservadora daquele acontecimento e mais ainda revoltados pela presença de pessoas que vestiam camisetas que estampavam “Bolsonaro”, partiu para a agressão física como se vê em vídeos que viralizaram na internet.

 

 

Dez dias após esse fato, o professor Jungmann promoveu a exibição de um outro filme, “Colheita Amarga” (Bitter Harvest) sobre a grande fome na Ucrânia, um fato histórico amplamente documentado e conhecido – desta feita, não houve transtornos graças à  presença da segurança do campus.

 

Os quadros docente e administrativo da Universidade, embora jamais tenham se manifestado a favor dos atos de violência, mantiveram sempre uma postura de solidariedade limitada – para dizer o mínimo. Nunca houve ressarcimento pelos danos materiais, inclusive os livros em português que foram em sua maioria roubados. Toda a reação por parte de professores e da instituição como um todo foi tão somente o mínimo protocolar. Comparativamente, em qualquer situação em que um professor esquerdista sofre algum constrangimento, a comoção por parte de seus pares é ensurdecedora, mas a reação à violência concreta a um professor conservador é nula.

 

Em 2017 algumas de suas aulas começaram a sofrer boicotes.

Nas disciplinas eletivas que leciona costuma ter pouquíssimos alunos. E a disciplina Introdução a Filosofia, oferecida para o curso de geografia, chegou a ser totalmente esvaziada, levando ao cancelamento de uma turma.

 

Sucedeu-se quase um ano de aparente calmaria.

Dias após o primeiro turno das eleições, em outubro de 2018, o professor Jungmann encampou a exibição do filme “Bonifácio, o Fundador do Brasil” e mais uma vez, inconformados com a presença de  uma plateia  conservadora e eleitora de Bolsonaro, os esquerdistas furiosos partiram para a agressão verbal aos presentes antes, durante e depois do filme. Mesmo assim, desejoso de fazer um simples lanche antes de sua aula às 20:30hs, Rodrigo se dirigiu à cantina do CFCH e lá pediu à atendente um sanduiche americano e uma Pepsi. Antes, porém, que pudesse ter seu pedido atendido, do lado de fora da cantina, separados do professor apenas por grades, algumas dezenas de estudantes da esquerda militante, xingavam-no de fascista, repetiam “professor fascista não passará”, berrando como loucos. A confusão foi tanta que a segurança universitária decidiu retirá-lo e escoltá-lo, levando-o numa viatura da universidade até sua casa.

 

Começou aí uma das mais insistentes campanhas difamatórias que Pernambuco (quiçá o Brasil) já testemunhou.

Grupos universitários ligados ao PCO (Partido da causa operária) espalham em volta do CFCH cartazes com a foto do professor, referindo-se a ele por meio de uma nova ofensa. Subitamente Rodrigo foi transformado em “Pinguim da Privataria”. Por que “pinguim”? Acredita-se que é por sua indumentária conservadora. Já a “privataria” seria uma alusão a um suposto desejo que ele teria de se tornar reitor e privatizar a Universidade. Com alguma pretensão política, ele considera cargos parlamentares, “JAMAIS, EM HIPÓTESE ALGUMA (sic) um cargo administrativo”. É indiscutível que o objetivo é tornar sua vida o mais tortuosa, o mais infernal possível, e por incrível que pareça, ainda que em alguns momentos chegue a se abalar, Rodrigo não se dobra. Daí surgiram também ameaças de morte.

 

O professor Rodrigo Jungmann encara as ameaças de morte com a devida seriedade e rigor e  está tomando todas as medidas penais e administrativas necessárias, tendo constituído advogado.

No YouTube, na seção de comentários escritos abaixo do video “Acuado na Cantina”, destaca-se  um “fascista do caralho, tu vai morrer já, já!”.

 

Por outro lado, Rodrigo já perdeu a conta de em quantos eventos “de direita” já participou. Em Igrejas, salas de shoppings, auditórios, etc, muitos são os convites daqueles (fora do ambiente universitário) que se dispõe a ouvir e a aprender com o professor. Dentre esses, se encontra a participação de Jungmann na Comissão Especial Escola Sem Partido na Câmara Federal, em Brasilia, em Fevereiro de 2017, a convite do próprio Miguel Nagib (criador).

 

Se inicialmente talvez você, caro leitor, estivesse se perguntando o que move esse homem, creio que a partir da metade desta história você já percebeu que há em todas as ações dele, uma certa didática, um magistério inconsciente. Até esta entrevista, eu ainda não tinha me dado conta de que mesmo sem perceber, ele vem, dentro do possível, tentando educar e elucidar esta mesma esquerda que o achincalha no ambiente universitário. Esta foi minha conclusão e espero que ele não se ofenda ao ler este artigo, já que me parece louvável, digno de um verdadeiro professor no sentido mais amplo e idealista possível.

 

Sem sombra de dúvida, Rodrigo Jungmann cresceu para além do ambiente acadêmico e participa do avivamento da direita de Pernambuco. Pessoas espontaneamente pedem para tirar fotos com ele, o abraçam, dão palavras de apoio e conforto. As manifestações carinhosas vêm de pessoas de todas as classes, desde um erudito ao homem simples, trabalhador que se aproxima dizendo “Doutô, num concordo com o que estão fazendo cum o sinhô” e, depois do encontro se vai contente. Se diferente do erudito, a gente do povo não saberia explicar toda essa onda militante, sabem sim que um professor honesto e digno merece respeito. Essas demonstrações deixam no professor a certeza de estar fazendo a coisa certa e sobretudo uma imensa gratidão. Estas são irrefutáveis evidências de que ele é sim parte do avivamento da direita pernambucana, principalmente por esta ser ainda embrionária, apesar de movimentos como o Direita-PE, o MBL-PE, o Endireita-PE representarem esforços vigorosos e engajados.

 

Faço questão de encerrar esta entrevista, que transformei em narrativa, com o propósito de eximir Rodrigo de qualquer expressão mais indignada que eu porventura aqui tenha usado partilhando com você, meu caro leitor, um terno momento: em horas de conversa, sua única preocupação foi que eu transmitisse aos nossos leitores e a todos os que o apoiam sua enorme gratidão. Sim, no meio do turbilhão em que se encontra, ele está verdadeiramente preocupado que cada um saiba que ele valoriza muito a atenção que lhe dedicam.

 

Canal do Professor Rodrigo Jungmann

https://www.youtube.com/channel/UCt72--TzshNlQx4OUMLmrXQ/featured?disable_polymer=1

* Somente pessoas físicas ou jurídicas podem ser vítimas de calúnias.

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