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Re-União 2017

Marxismo-Leninismo – Uma doença

November 24, 2018

O marxismo – e sua forma mais extrema, o marxismo-leninismo, um amálgama das teorias socialistas elaboradas e difundidas pelos teóricos Karl Marx e Friedrich Engels e aprimoradas pelo revolucionário soviético Vladimir Lênin – pouco tem sido endereçado como a causa primária senão de todos, de quase todos os problemas do Brasil. 

 

Em primeiro lugar, esta doutrina é uma doença que atinge especialmente a juventude, influenciados por professores militantes que acreditam religiosamente na luta de classes e na ditadura do proletariado, e aproveitam-se covardemente da vulnerabilidade emocional e intelectual de seus alunos, para recrutá-los como militantes de esquerda, ou até mesmo de extrema-esquerda. 

 

Apesar de todas as teorias econômicas de Marx terem sido refutadas – especialmente pelos economistas austro-libertários, como Ludwing von Mises –, a esquerda age como se Marx fosse uma grande novidade, ou como se suas teorias medíocres e anacrônicas fossem realmente capazes de revolucionar o mundo. A verdade, no entanto, nos mostra uma realidade muito diferente: todos os países que decidiram aplicar suas teorias recrudesceram para a pobreza e a miséria absolutas, necessitando de décadas de muito capitalismo para reverter a situação. Aqueles países, é claro – como China, Vietnã e Laos –, que regressaram ao capitalismo, e conseguiram se afastar da extrema miséria gerada pelas arcaicas e retrógradas ideias econômicas das teorias marxista-leninistas.    

 

O marxismo-leninismo é especialmente apelativo para a extrema-esquerda porque parte da sua noção distorcida de fazer uma leitura da realidade de forma bem parcial e limitada. Por exemplo, um de seus conceitos básicos está na noção da exploração dos trabalhadores. E ainda que isso de fato aconteça no mercado de trabalho – mas com uma incidência menor do que defende a esquerda – o que esta ideologia não te conta é que todas as empresas deste país, especialmente as pequenas e médias, são brutalmente exploradas pelo estado. A asfixiante, agressiva e ditatorial legislação tributária brasileira sufoca tanto a livre iniciativa – com sua incomensurável quantidade de impostos, contribuições, taxas e tarifas, municipais, estaduais e federais, para não falar em um exacerbado número de regulações – que muitos empresários, para sobreviver, se veem forçados a migrar para a informalidade, ou até mesmo ir para outros países. Hoje, de cada dez empresas que abrem no Paraguai, por exemplo, sete são de proprietários brasileiros. Com uma economia liberal, uma burocracia acessível, que não é hostil ao empreendedorismo, e uma legislação trabalhista simplificada, além de custos agregados inferiores, diversos empresários brasileiros estão montando seus negócios no país vizinho, porque no seu próprio país, um governo extorsivo, abusivo e estelionatário cria toda a sorte de dificuldades que não permite que eles façam isso aqui. Consequentemente, empregos que poderiam ser gerados aqui são gerados no exterior. É menos prosperidade, progresso e desenvolvimento em território nacional, por culpa da exacerbada burocracia e da displicência cruel do estado, ideologicamente contaminado. 

 

O estrago brutal que uma ideologia como o marxismo-leninismo causou em nosso país é simplesmente imensurável. Além de corroer e distorcer completamente a percepção da juventude para os fatos concretos da realidade, contribuindo para sua oblíqua alienação, aplicada à atividade produtiva, esta doutrina causou uma destruição nas possibilidades de desenvolvimento econômico de nosso país – bem como em todas as suas variáveis –, que é simplesmente impossível mensurar as verdadeiras dimensões do estrago. As empresas que poderíamos ter, mas não temos, os produtos de formidável tecnologia que poderíamos utilizar, mas não utilizamos, nem utilizaremos, os grandes e formidáveis talentos nas mais diversas áreas, com potencial desperdiçado, que não tiveram nem terão condições para se desenvolver, é simplesmente incomensurável. As perdas relacionadas ao desenvolvimento do elemento humano que sofremos são irreparáveis.  

 

O preço que pagamos por aceitarmos passivamente o crescimento de nefastas ideologias destrutivas – como o marxismo-leninismo – é este: tudo aquilo que poderíamos ter tido, e que jamais chegaremos a ter, tudo aquilo que poderíamos ter sido, e jamais chegaremos a ser. Futuros arruinados de jovens promissores, especialmente os mais carentes, que, em um sistema mais próximo da ordem natural, poderiam ter sido felizes e bem-sucedidos. Empresários que saem, continuam e continuarão a sair do país, com razão, pois tem todo o direito de ir para onde serão bem tratados, são a ressaca de um sintoma virulento, que afasta talentos, possibilidades, iniciativa e desenvolvimento. Efeitos de uma doença moral trágica, perniciosa, destrutiva e absolutamente aterradora: o marxismo-leninismo.  

 

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