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Re-União 2017

China vem com tudo para conquistar o mundo

November 26, 2018

Xi Jinping, o atual presidente da China, parece que veio para ficar, e para transformar o grande dragão asiático na maior superpotência que o mundo já viu. Sem dúvida nenhuma, um dos homens mais perigosos do mundo – empenhado na consolidação plena e incontestável de uma ditadura pessoal – Xi Jinping tem acumulado funções e poderes plenipotenciários desde que assumiu o cargo de mandatário, tornando-se o homem mais poderoso da China, desde Mao Tsé-tung. Sua influência e seu poder tornaram-se tão monumentais, que até mesmo a cláusula constitucional que limita o exercício da presidência a dois mandatos consecutivos será eliminada, abrindo caminho para que Xi Jinping permaneça no poder indefinidamente. Recentemente, alguns de seus valores pessoais foram incorporados à constituição.   

 

A China pretende conquistar o mundo de diversas maneiras.

Sua principal estratégia é dominar o mercado, tornando-se onipresente e onipotente no mundo dos negócios. No entanto, não é apenas isso que ela pretende exportar. Seu modelo rígido, autoritário e pragmático de liderança está entre os ativos que ela pretende levar a outros países. Foi exatamente esse princípio que estremeceu as relações da China com a Austrália, um dos seus maiores parceiros comerciais.  

 

Com a expansão de sua infraestrutura mercantil a nível internacional e um investimento maciço em diplomacia, a China muito em breve se tornará a grande superpotência mundial. Enquanto o grande dragão asiático se expande, por exemplo, com a construção da Silk Road – que consiste na construção de um grande sistema intercontinental de transporte que conectará a China ao resto do mundo – os Estados Unidos reduzirá em 30% sua participação com o comércio exterior. Portanto, enquanto a China se expande, os Estados Unidos se retrai. Esse vácuo de poder não só deixará muitas nações reféns do gigante autocrático, como comprometerá severamente a soberania de países inteiros, bem como a liberdade, a nível individual. As implicações desta dominação latente, agressiva e que avança pelo mundo a passos largos, no entanto, não estão sendo devidamente compreendidas. 

 

Expandindo-se com inteligência estratégica, de forma gradual, porém contínua e consistente, o domínio voraz e implacável do gigante asiático transformou categoricamente a Venezuela em uma colônia chinesa, sustentada com ativos financeiros permanentes, enviados em troca de um suprimento vitalício de petróleo. Os dois países assinaram vinte e oito acordos políticos e econômicos, que irão prosperar na base de uma autocracia rígida e inflexível, centralizada na manutenção do poder. I

sto é o que a China faz: detecta as fraquezas e vulnerabilidades de uma nação, e as explora a seu favor. 

 

Recentemente, o governo chinês anunciou que pretende aumentar o seu controle na internet, especialmente sobre as mídias sociais, embora não exclua nada de sua plataforma de vigilância. Empresas que operam no mundo virtual serão obrigadas a fornecer os dados pessoais de todos os usuários, erradicando de forma definitiva o direito inalienável à privacidade. O governo pretende estar com um sistema completo de controle total estabelecido até 2020. 

 

Da mesma forma, a China irá auxiliar o governo bolivariano da Venezuela a aumentar o controle social sobre a população. Recentemente, a ditadura venezuelana anunciou a implementação de uma nova carteira de identidade – o cartão da pátria – que deverá vigorar em breve.

Ele conterá um chip de armazenamento de dados, criado pela ZTE, uma empresa de telecomunicações chinesa, que conterá todos os dados do cidadão. Desta forma, as autoridades poderão fiscalizar se o indivíduo está em dia, ou não, com as exigências do governo. O que, na prática, promoverá um aumento das restrições e do controle da ditadura sobre toda a população. Gradualmente, China e Venezuela tornam-se aliados cada vez mais coesos, unidos por interesses que convergem na consolidação de plataformas governamentais cada vez mais autocráticas e centralizadoras. O governo venezuelano declarou que considera a China um importante aliado na luta contra os Estados Unidos. 

 

A relação entre as duas ditaduras, no entanto, é bem mais antiga do que se pensa, e envolve muita corrupção. Recentemente, o governo de Andorra – um microestado europeu localizado nos Pireneus, entre a França e a Espanha – iniciou uma séria de investigações, que expôs como o seu sistema bancário vem sendo usado como paraíso fiscal pelos governos da China e da Venezuela para lavar dinheiro de transações ilícitas. Empresas estatais chinesas teriam enviado mais de US$ 320 milhões como propina a diversos funcionários públicos venezuelanos em troca de acordos e contratos. Vários figurões da estatal petrolífera venezuelana, a PDVSA, foram indiciados pelo sistema judicial de Andorra.  

 

Com a expansão sistemática de suas atividades comerciais, comprando, adquirindo, absorvendo, negociando ativos e concedendo empréstimos, a presença da China em milhares de empresas em quase duas centenas de países – superando a influência americana no nível internacional no número de negócios e de parceiros –, é uma evidência incontestável da ascensão plena do dragão asiático, que gradualmente se posiciona como a próxima grande superpotência global, se fazendo presente direta ou indiretamente em praticamente todas as nações do mundo.

Se continuar no atual ritmo em que se encontra, muito em breve conquistará o primeiro lugar. Com o aumento do controle social, e a exportação do seu modelo governamental autoritário, a China torna-se uma irrefreável e contundente ameaça, praticamente impossível de ser contida. Agora, mais do que nunca, devemos estar atentos a cada movimento do gigante asiático, que já possui inúmeros negócios no Brasil, e tem pretensão de expandir seus investimentos.   

 

Em breve, a China não resistirá à tentação de comprar grupos de lobistas em território brasileiro, para vender ferramentas de controle social para o governo. E aí, veremos uma gradual expansão do totalitarismo em território nacional, que poderá escalar para uma ditadura. Infelizmente, isto não é uma questão de “se”, mas de “quando” vai acontecer.

A China, liderada pelo presidente, vulgo ditador Xi Jinping, está arduamente empenhada em uma missão para dominar o mundo, e moldá-lo de acordo com os seus valores autoritários, coletivistas e draconianos, compelidos por uma tóxica, brutal, voraz e agressiva imposição, onde não há qualquer espaço para a liberdade ou individualidade.  

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