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Re-União 2017

Como terminam as revoluções socialistas

December 3, 2018

Todo revolucionário termina sua “carreira” como ditador ou burocrata do estado. Em ambos os casos, no entanto, acabam extremamente ricos. A fortuna de Fidel Castro em 2006 foi estimada pela Forbes em aproximadamente novecentos milhões de dólares. Evidentemente, quando isto ocorreu – há doze anos, aproximadamente – o ditador cubano afirmou ter ficado ultrajado, e disse que tomaria ações legais contra a revista. 

 

No entanto, se este valor exorbitante pode até ser questionado – embora não seja, de todo, inverossímil – a predileção de Fidel pelo luxo e pela riqueza estão abundantemente documentadas. No livro A Vida Secreta de Fidel – As Revelações de seu Guarda-Costas Pessoal, Juan Reinaldo Sánchez, que trabalhou como guarda-costas de Fidel por dezessete anos, de 1977 a 1994, mostra detalhes pouco conhecidos da vida do ditador cubano, como sua empertigada predileção por luxo, exclusividade e conforto. Fidel tinha uma ilha particular, Cayo Piedra, com direito a um grande aquário natural com golfinhos. O ditador possuía mais de vinte residências de luxo, em regiões diversas da ilha caribenha. 

 

Mas sendo Cuba exportadora de cubanos miseráveis – que fugiam em botes precários até a Flórida pela chance de uma vida melhor – como o ditador financiava o seu nababesco estilo de vida? 

 

A grande maioria das ditaduras comunistas sempre contou com o auxílio financeiro da União Soviética. Como o próprio Juan Reinaldo Sánchez conta no livro que escreveu, Fidel desviava boa parte dos dividendos recebidos para uma conta bancária pessoal, para sustentar o seu suntuoso estilo de vida. Quando o bloco soviético se desmantelou, em 1991, Cuba mergulhou em uma profunda crise. Esta crise foi particularmente dramática para a Coreia do Norte – igualmente dependente da URSS –, que sofria as consequências de uma catastrófica estagnação econômica, o que, invariavelmente, desembocou em uma deplorável crise de abastecimento, que resultou em uma grande fome. Alastrando-se por quatro longos anos, de 1994 a 1998, matou três milhões de pessoas. Cuba, embora não tenha sido afetada de forma tão severa, se viu forçada a buscar alternativas para sobreviver. 

 

Foi para fugir desta crise que Fidel criou o Foro de São Paulo, com o objetivo de espoliar as riquezas de outros países. Por essa razão – sempre sorrateiro e dissimulado – Fidel aproximou-se do Brasil e da Venezuela, quando viu que nestas duas riquíssimas nações, partidos socialistas chegavam ao poder. Do Brasil, Fidel passou a receber verbas polpudas do BNDES. O programa Mais Médicos foi criado igualmente como um grande negócio para sustentar o governo cubano, pois 70% do salário dos profissionais era enviado para sustentar a ditadura.   

 

Da Venezuela, Fidel passou a receber petróleo, em troca de “serviços de consultoria” prestados a Hugo Chávez, com o objetivo de ensiná-lo a tomar medidas práticas para preservar-se indefinidamente no poder. Desta forma, Fidel sempre pôde contar com ardilosas artimanhas, que mostraram ser lucrativos e vantajosos negócios para ele se manter no poder, sem ter de renunciar ao esplendoroso estilo de vida a que estava acostumado. 

 

Toda a cúpula chavista, da mesma forma, enriqueceu exponencialmente com Hugo Chávez no poder. Escândalos recentes mostraram como seus associados beneficiaram-se criando contas em diversos paraísos fiscais na Europa, em atividades ilícitas que envolviam a principal estatal venezuelana, a petrolífera PDVSA – verdadeira galinha dos ovos de ouro –, âncora de diversos esquemas de enriquecimento ilícito. A própria família de Hugo Chávez enriqueceu absurdamente, e passou a viver uma vida de requintado refinamento nos Estados Unidos.   

 

Recentemente, a CIA e a INTERPOL passaram a colaborar com Alejandro Andrade, indivíduo que ocupou diversos cargos de importância durante o governo de Chávez, como guarda-costas do ditador e gerente do banco estatal da Venezuela. Andrade comandou diversas atividades ilícitas, dentre as quais um lucrativo esquema de compra e venda de dólares no mercado negro. Durante o apogeu do governo chavista, Andrade usufruiu – como todo “bom” socialista –, de uma vida de marajá nos Estados Unidos. Andrade irá delatar outros indivíduos que foram igualmente influentes durante o reinado de Hugo Chávez, em troca de uma pena mais moderada. 

 

Aqui no Brasil, é desnecessário debater sobre os rumos que o socialismo tomou. Toda a cúpula do PT – principal partido socialista – ficou rica, e enfrenta inúmeros processos na justiça por corrupção. Há anos estamos acompanhando esta novela, observando como uma justiça lenta e ardilosa, apesar da República de Curitiba estar fazendo um excelente trabalho, é demasiadamente letárgica, por ser terrivelmente conivente com as contravenções dos réus. Como se isso não bastasse, um STF condescendente faz mais em benefício do crime organizado, do que contra ele.

 

O socialismo, como é fácil constatar, não apenas escraviza a população, sujeitando-a à mais deplorável e cruel das misérias, como deixa toda a cúpula política extremamente rica, nadando em dinheiro. E isso é o socialismo em seu estado natural, é isso que o socialismo pretende, é isso o que socialistas buscam. Todo o discurso bonitinho de “combater” o capitalismo, “acabar” com a pobreza, “lutar” pelos oprimidos, é apenas para enganar os incautos e os desavisados. 

 

Toda a revolução socialista começa como uma “nobre” aspiração, repleta de ideais “puros” e “altruístas”, e termina com uma mansão em Saint-Tropez, férias nos cassinos de Las Vegas, estadias nos hotéis mais caros e luxuosos de Nova Iorque, feriados prolongados nas Bahamas, com garrafas de uísque importadas em exclusivas edições limitadas de luxo, com ternos Armani cortados e confeccionados sob medida. O revolucionário socialista guarda seu Porsche Cayenne Turbo na garagem, com uma coleção de outros dez veículos exclusivos, no seu castelo particular em Mônaco, e vai com seu jato particular até uma festa exclusiva da elite socialista em Estrasburgo, para debater sobre pobreza, e sobre quão justos, bacanas e heroicos eles mesmos são.

 

Assim terminaram todas as revoluções socialistas para os demagogos populistas que as fomentaram. Os idiotas úteis, é claro, continuaram pobres. E esbravejando seu desejo por mais socialismo, afirmando que seus heróis “traíram” os “bravos”, “benévolos” e “virtuosos” ideais revolucionários, tentando convencer outros idiotas a juntarem-se a eles, enquanto juram que todos os exemplos anteriores não eram representativos do “verdadeiro” socialismo. Quando, na verdade, era socialismo, em seu grau mais elevado. 

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