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Re-União 2017

Vamos encher o saco deles

December 3, 2018

 

Falamos tanto em omissão do poder público, criticamos o que a prefeitura deixa de fazer, que há alguma irregularidade e ninguém faz nada, que o buraco na rua está ali há meses, etc. No entanto, e nós? O que fazemos para mudar a nossa realidade?

 
Esses dias, vi uma rua recentemente agraciada pelo programa "asfalto novo" da prefeitura de São Paulo, que, de uma colcha de retalhos, havia passado a um verdadeiro tapete com um capeamento novo e nivelado.

No entanto, como era de se esperar, veio alguma concessionária de (des)serviço público e furou o capeamento novinho, para, após alguma obra, fazer um remendo tão ridículo e com tanta má vontade que virou na verdade, uma lombada.


As pessoas observavam indignadas.

Eram pedestres, mas, muitos deles, também motoristas, passageiros de ônibus e de carros de aplicativo, portanto, igualmente sujeitos ao desconforto causado pelo desnível que ficou na pista. No entanto, limitavam-se a observar e desabafar: "que aberração!", "que falta de planejamento!", "ninguém faz nada", etc.


Eu também me enfureci com o que vi.

É aviltante que o pagador de impostos financie um capeamento novo para que, em seguida, venha alguém furá-lo (em uma ação que demonstra uma total falta de sincronia entre as agendas da prefeitura e da concessionária) e lese o investimento feito com o dinheiro dos outros mediante a finalização com um remendo feito com total má-vontade e falta de respeito.


Não pensei duas vezes: tirei várias fotos e abri reclamação na Prefeitura de São Paulo e também vou enviar o caso ao ministério público.
Meu ponto é: sabemos que existem pessoas que são pagas para investigar, punir e resolver esses problemas, no entanto, qual a nossa participação nesse processo?


Se sabemos que há um morador de rua que vive drogado e ameaçando as pessoas que passam perto dele, quantos de nós manda um e-mail ao ministério público para que esse indivíduo seja recolhido, interditado e internado, sabendo que ele representa um risco à população? Ao final, quando uma vítima morre esfaqueada por um desses, dizemos "puxa, sabia que isso ia acontecer". Exatamente, nós sabíamos, mas quem tem a obrigação legal - e, aliás, o trabalho - de resolver isso, no entanto, nem sempre sabe.


Essas pessoas são pagas para que eu e você enchamos os sacos deles. Então, por favor, peço a todos: querem ajudar a mudar o país?

Então comecem a encher o saco. Reclamem. Mandem e-mails a quem tem poder e dever legal de agir. Muitos dos nossos problemas se deve pela falta de ação do ministério público e da morosidade da justiça.

 

Se há um paciente no chão de hospital, é sinal de que um promotor está cochilando ou de que um processo não está andando, e, muitas vezes, as pessoas morrem por isso. Se ele está lá cochilando, pois que vá lá e o acorde! Se o processo não anda, enche o saco dele para que ele reclame na corregedoria! 


Temos de encher o saco, fazendo, simplesmente, o que está ao nosso alcance. 
A sociedade funciona como uma máquina onde cada cidadão é uma pequena engrenagem. Se cada um desempenhar corretamente o seu papel, é mais provável que as coisas passem a fluir.

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