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Re-União 2017

Peladeiro xinga “arbitro” e acaba processado por desembargador em Sergipe

December 7, 2018

O que era para ser uma tarde de descontração acabou virando caso de polícia.

Uma “pelada” num campo improvisado em um terreno baldio no bairro de Santa Maria, periferia de Aracajú-SE, acabou gerando um processo contra “Canhotinho”, que habitualmente joga de zagueiro no time da Rua Menequias Pimba, daquele bairro.

 

“Canhotinho”, como é conhecido o pipoqueiro Antônio Entuado da Silva Cachimbo, proferiu um xingamento contra o vizinho que atuava como arbitro da partida entre sua equipe, e o time dos solteiros da Rua Canal 02, quando foi atingido por um “carrinho” e ainda levou um cartão amarelo.

 

“O atacante do time deles chutou de dentro da pequena área, mas nosso goleiro conseguiu defender com a canela. A bola sobrou pro atacante do meu time, que tava impedido, mas o juiz não viu. Aí eu corri com ele pro ataque ele cruzou pra mim, quando eu tava na ponta esquerda da grande área do time adversário. Quando eu ia chutar, o zagueiro do time deles, que tinha subido pro ataque, veio por trás e me deu um carrinho criminoso. Foi então que o juiz, ao ver os dois no chão, pensou que eu tinha cometido uma falta de ataque e me deu um cartão amarelo”, explica Canhotinho. “Foi então que eu não me contive e chamei ele de juiz ladrão”.

 

Para azar de Canhotinho, no dia em questão, estava acontecendo atividades de um programa de justiça itinerante, e um assessor de um desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe ouviu o xingamento, comunicando o fato imediatamente ao seu superior.

 

Este, por sua vez, enviou representação ao Ministério Público para que fosse apresentada denúncia contra o popular, que deverá responder processo por injúria no Juizado Especial Criminal.

 

Questionado a respeito de não haver se dirigido a nenhum membro específico do judiciário, Canhotinho foi informado que isso é irrelevante, pois não será a primeira vez que alguém é condenado em razão de alguém do judiciário se sentir ofendido com palavras não proferidas a alguém específico, ainda que se trate de narrativas ficcionais.

 

Canhotinho declarou à nossa reportagem que não pretende nunca mais jogar bola na vida.

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