© Todos os direitos reservados

Re-União 2017

A atitude criminosa do COAF

December 10, 2018

 

Alguém já pensou o que aconteceria com o sistema financeiro do País se um órgão como o Coaf, feito para trabalhar com informações sigilosas que recebe da rede bancária, fosse autorizado a divulgar pela mídia seus relatórios em estado bruto ?


Ao permitir que as informações que recebeu sobre a movimentação bancária de pessoas ligadas ao presidente eleito fossem divulgadas, o Coaf cometeu um crime contra a economia do país.

E o presidente Jair Bolsonaro e seu filho, senador eleito pelo Rio de Janeiro, fizeram mal em justificar, explicar ou se desculpar por algum ato “irregular” de que foram acusados...

A menos que pai e filho tenham muita culpa no cartório, a resposta correta seria ignorar as informações e prometer apuração e punição aos responsáveis pelo repasse de relatórios reservados à mídia. Bolsonaro já deveria prevenir o governo de transição para fazer a rápida substituição de todos os responsáveis pelo vazamento, assim que assumisse.

Usar o Coaf para atender a manobras de todos aqueles que querem atingir um governo que sequer foi empossado é falta gravíssima, pois na prática pode significar uma completa desestabilização do sistema financeiro nacional, mais um mecanismo de chantagem ao presidente da República e fator de insegurança à governabilidade.

NADA A VER COM TRANSPARÊNCIA
Então, não deve existir transparência dos atos de governo ?
É claro que sim, tudo, entretanto, tem de ter critério e bom senso, mas o que está em jogo neste caso nada tem a ver com transparência.

São apenas manobras sórdidas para desgastar o novo presidente e evitar que ele faça tudo o que seus mais de 57 milhões de eleitores exigem – combater a corrupção sem dó nem piedade.

Pensem apenas no seguinte: ao aceitar o convite para assumir um ministério, o juiz Sérgio Moro exigiu que o Coaf saísse da Fazenda e viesse para a sua pasta, a Justiça...A condição foi aceita imediatamente por Jair Bolsonaro...é a prova mais contundente de que o presidente eleito tem a intenção de combater, energicamente, tanto a corrupção como o crime organizado...

O QUE FAZER DIANTE DOS FATOS REVELADOS
Mas, e o que fazer com as informações que já circulam na mídia de que um assessor do filho do presidente, um motorista, fez movimentações financeiras incompatíveis com sua renda, entre várias outras ?

Que o Ministério Público cuide delas e que um juiz federal as divulgue quando entender que deve fazê-lo. É assim que deve funcionar a Democracia; fora desses critérios, é transformá-la num prostíbulo...

UM LEITOR ATENTO
De outro lado, o leitor José Ricardo Ferreira Neto, em comentário no texto que publiquei anteriormente corrigiu-me: o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras ), não nasceu em 2003, como escrevi...Ele foi criado no último ano do primeiro mandato de FHC (1989) e começaria a funcionar ao término do segundo mandato de FHC (2002).

O mesmo artigo, publicado também no facebok, no qual afirmo que o Coaf se manteve acéfalo durante toda a Era PT, recebeu algumas poucas contestações de leitores que abriram links para matérias de O Estado de S. Paulo e revista Época mostrando que o Coaf esteve por trás das mais importantes denúncias de corrupção dos últimos 15 anos.

SÓ A CORRUPÇÃO FOI SISTÊMICA
Eu havia lido ambas as matérias assim que foram publicadas e acompanhei a vida do Coaf por um tempo suficiente para dizer que ele, durante a chamada Era PT, ao contrário do que aconteceu na Itália, perdeu sua característica de órgão ativo para ser apenas reativo. Não pautou, foi pautado pelos procuradores da Lava Jato...
Respondi assim aos poucos leitores que me contestaram:

“É preciso considerar que o Coaf nasceu para ser sistêmico, linha de frente...com informações vindas diretamente da fonte (depósitos bancários), tinha tudo para assumir a dianteira, como aconteceu na Itália...aqui, quem assumiu a dianteira foram as delações premiadas via promotoria pública...o sistema não foi aparelhado sequer para investigar as informações que vieram dos delatores...

Só a corrupção foi sistêmica por aqui, o combate, não...a decisão de Marcelo Odebrecht de agendar a delação de 80 executivos da empresa, de uma só vez, teve a ver com a incapacidade do sistema em apurar...Ele quis, propositadamente, afogar o sistema investigativo...

Por isso mesmo, já existem crimes da gravidade das pedaladas fiscais prescrevendo e outros na iminência de prescrever..”

O sistema já está encalhado e a expectativa é que o novo presidente e Sérgio Moro ponham-no para andar com maior celeridade.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

Pelé,Xuxa e Greta Thunberg

December 13, 2019

1/10
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square