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Re-União 2017

A dipromação do Borsonaro

December 10, 2018

A diplomação do Bolsonaro devia ter-me enchido de satisfação.

Mas ela só me encheu. E ponto.

Não me trouxe realmente nenhuma alegria cívica.

E olha que esperei muito por esse dia.

 

Bem diferente daqueles antigos desfiles do Tiro de Guerra em Araraquara, no sete de setembro. Íamos, a criançada, marchando atrás dos militares, portando garbosamente cabos de vassoura fingindo que eram fuzis. Batíamos os pés no compasso da banda do exército, olhando para a frente, orgulhosamente. Tínhamos treinado lá

na aula de ginástica, no pátio do Grupo Escolar. Boas lembranças.

 

O que me incomodou tanto na cerimônia, que acompanhei pela tv? Tudo. Ela foi fria, sem graça, as pessoas sentadas formalmente, parecendo um bando de periquitos empoleirados nos fios da rede elétrica. Tentei pelo menos entender o que a Rosa Weber estava discursando. Mas não consegui desgrudar minha atenção do arranjo de cabelo dela, me perguntando: quanto tempo será que demorou para tingir de louro o que

a ministra portava na cabeça?

Sem contar o discurso totalmente inadequado, defendendo direitos humanos,se esquecendo de mencionar os 60 mil assassinados por ano. Parecia que estava num centro acadêmico peitando o reitor.

Na hora do dispersar, eu apertei o botão de desliga e pronto.

 

Honestamente, sabe o que me incomodou mais?

Foi aquela xaropada de agradecimento a todas Excelências presentes.

A maioria, capitulada na Lava Jato. As autoridades com a data de validade vencida  me espantou. E veja que só compareceram os presidentes dos diversos organismos políticos. Pensei: é por isso que vamos para a falência.

 

E como tem gente feia nos diversos poderes. Se houvesse um concurso, o Edson Lobão ganharia fácil. Barbaridade! Muita grana deve fazer mal.

Enfim, foi uma cerimônia típica de vereadores numa cidadezinha na beira do rio Javari, margem direita do rio Amazonas.

 

Temos quase um novo Presidente da República, a partir de primeiro de janeiro. Parabéns para nós, brasileiros.

Bolsonaro deixou claro que acabaram os intermediários entre o governo e o povo.E não teve beija mão e rega bofe.

 

Um personagem, porém, faltou à diplomação. Foi o Sarney que jogou praga no Bolsonaro dizendo que o Presidente não vai durar nem seis meses no governo.

Na minha opinião médica eu digo que é o Sarney que não conseguirá ficar rigorosamente em pé, daqui seis meses.

 

 

 

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