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Re-União 2017

Na cerimônia de posse, nem Cuba, nem Venezuela

December 19, 2018

Neste último domingo, a comitiva de imprensa do presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que os ditadores de Cuba – Miguel Díaz-Canel Bermúdez – e da Venezuela – Nicolás Maduro – não serão convidados para a sua cerimônia de posse. Para qualquer um que conheça as posições e convicções políticas do presidente eleito, isso parece um pouco óbvio. A repercussão, no entanto, foi negativa na radical imprensa escarlate. 

 

Convidar os déspotas seria uma completa afronta aos seus eleitores, à moralidade, aos bons costumes, além de ser uma falta de consideração para com todos os venezuelanos e cubanos, que são ou foram vítimas, cada qual das respectivas tiranias que sacrificam seus países. Além disso, o novo governo não pode se dar ao luxo de ignorar o alinhamento geopolítico da ditadura bolivariana com países como o Irã, Rússia e China, e o enorme potencial que isso tem para desestabilizar ainda mais a região, e agravar problemas que já estão no seu limite, como emigração desenfreada, e conflagração de tensões políticas internacionais. As duas ditaduras latino-americanas devem ser tratadas como as escravagistas e criminosas seitas políticas que são. Agora – mais do que nunca –, os radares da desconfiança devem ficar em alerta permanente, e o exército brasileiro deve estar mais pronto do que nunca. 

 

Recentemente, o ditador venezuelano Nicolás Maduro fez uma coletiva de imprensa em Caracas, aproveitando a oportunidade para se vitimizar. Afirmou que o Brasil está alinhado com os EUA para invadir a Venezuela, e sua função seria provocar a guerra. Nota-se que o ditador está terrivelmente preocupado com a enorme possibilidade de conflagrações bélicas, que invariavelmente resultariam em sua subsequente deposição e destituição. Pior ainda, Maduro teme enfrentar um tribunal militar, e responder por genocídio e crimes contra a humanidade. O ditador venezuelano está com um receio paranoico de ter o mesmo fim dramático que alguns de seus homólogos, como Muammar Gaddafi, ditador da Líbia, e Saddam Hussein, ditador do Iraque. O que seria, no mínimo, merecido, por toda a opressão, tirania e sofrimento que Maduro tem causado, desde que assumiu o poder.

 

Evidentemente, apenas romper com estas ditaduras não é suficiente; é preciso buscar alguma estratégia para erradica-las por completo. Se isso for possível por meios pacíficos, melhor. Se não for – e provavelmente, não será, a história nos ensina que ditadores só saem do poder quando são removidos pela força –, paciência. Mas estratégias precisam ser meticulosamente estudadas, adotadas, analisadas, executadas na prática. Até porque esta aliança da Venezuela com potências bélicas eurasianas é no mínimo suspeita. Precisamos proteger a nação, e começarmos a luta contra o eixo do mal para ontem. Na verdade, se todos os indícios políticos e militares estão sendo avaliados corretamente, tudo indica que as tensões estão apenas começando. 

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