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Re-União 2017

Eduardo Bolsonaro quer instituir tribunal para julgar crimes da ditadura cubana

December 21, 2018

Eduardo Bolsonaro – na recente Cúpula Conservadora das Américas –, abordou a possibilidade de ser criado aqui no Brasil um tribunal para julgar os crimes cometidos pela ditadura cubana, da mesma forma como na Holanda há o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia, que julgou diversos genocidas responsáveis por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, como Slobodan Milošević, o brutal ditador socialista da Sérvia, e Radovan Karadžić, também conhecido como o Carniceiro da Bósnia. Eduardo Bolsonaro defendeu a criação de um tribunal similar aqui no Brasil, para julgar todas as execuções, os expurgos, as detenções arbitrárias, as atrocidades e os crimes hediondos cometidos pela tirania castrista. 

 

Evidentemente, a mídia stalinista nacional foi à loucura.

De acordo com o posicionamento da imprensa vermelha, não há problema algum em investigar os supostos crimes do regime militar – que teve aproximadamente trezentos e cinquenta e sete vítimas, sendo que destas, quase duas centenas eram pessoas inocentes, que foram assassinadas pelos terroristas comunistas, e não pelos militares -, mas a ditadura cubana, por outro lado, foi um governo perfeito, sacrossanto, imaculado, caritativo, da mais resplandecente integridade e bondade que o mundo já viu. As mais de cem mil pessoas que foram brutalmente assassinadas e cruelmente executadas – além de desaparecidos, exilados e refugiados –, para os radicais militantes comunistas de plantão disfarçados de jornalistas, não tem valor suficiente para terem suas mortes investigadas ou esclarecidas. A doutrinação ideológica da qual sofrem é tão absurdamente grave, corroeu de forma tão visceral e violenta suas deficientes e escassas faculdades mentais, que muitos deles nem escondem o quão confortáveis ficam em simplesmente ignorar ou fingir que absolutamente nada disso aconteceu. O governo de Fidel foi um governo santo, perfeito, o paraíso na Terra. Isso não podemos discutir. O problema mesmo foi a “ditadura” militar. 

 

Quem vive no mundo real, no entanto – e não no fantasioso mundinho de algodão doce e arco-íris no qual os marxistas e trotskistas habitam – sabe perfeitamente que a ditadura cubana foi a mais longeva e mais letal da América Latina; e infelizmente, ainda é o sistema político vigente na ilha-presídio caribenha. Para piorar o quadro, quando Fidel tomou o poder, ele depôs o ditador Fulgencio Batista, que governava Cuba como uma ditadura desde 1952, tendo tomado o poder à força depois que perdeu as eleições. Fidel, portanto, derrubou uma ditadura, e não um regime democrático. A sociedade cubana já vivia há quase uma década sem liberdade. Os cubanos, portanto, vivem uma tirania ininterrupta desde 1952, o que representa sessenta e seis anos sem liberdade. Fidel, tendo ficado quarenta e nove anos no poder, foi também o ditador mais longevo da América Latina. 

 

A esquerda, na verdade, não se opõe e nunca se opôs a ditaduras.

Ela faz graves e contundentes objeções apenas àquelas que matam pouco, e não são ideologicamente marxistas. Quando tiranias são socialistas, no entanto, e estão politicamente alinhadas à esquerda, aí nunca é uma ditadura, e todas as suas atrocidades viram “supostos crimes”.   

 

No regime castrista, a repressão foi mais brutal durante os anos iniciais de consolidação do regime. Não obstante, a ferocidade com que Fidel mandava executar dissidentes e opositores políticos nunca arrefeceu. Pelo contrário: os números sempre se mantiveram drasticamente elevados, e as detenções arbitrárias – normalmente seguidas de agressivas sessões tortura – mantiveram-se como um elemento corriqueiro do regime, e provavelmente até os dias atuais a repressão nas penitenciárias cubanas continua a acontecer de forma implacável. O número de indivíduos executados por pelotões de fuzilamento é estimado em aproximadamente dezessete mil.

 

O que não falta na ditadura cubana são crimes.

Como o regime não acabou, a maioria deles, naturalmente, nunca foram investigados, esclarecidos ou solucionados. A verdade é que em determinados casos, famílias inteiras foram dizimadas, e às vezes, nem mesmo crianças e adolescentes eram poupados. Che Guevara, o notório terrorista argentino – idolatrado pela esquerda – tinha especial prazer sádico em matar inocentes, e observar execuções extrajudiciais, levadas a cabo sem qualquer julgamento prévio. Isso quando ele mesmo não executava as sentenças. 

 

O que não faltam são refugiados e expatriados cubanos para apoiar a ideia, e relatar – aqueles que vivenciaram na pele o perigo, as sessões de tortura, as intimidações, as ameaças de morte, e sobreviveram para contar a história – por sua própria experiência, os horrores da pior, mais mortífera e sanguinária ditadura do continente, o que agregaria depoimentos e testemunhos verazes aos processos, que seriam valiosas e indispensáveis contribuições judiciais. Francamente, esta iniciativa já vem tarde.

Mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. 

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