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Re-União 2017

EUA quer Brasil na dianteira contra ditadura venezuelana

January 7, 2019

Acredito ser do conhecimento de todas – ou quase todas – as pessoas que vivem hoje em algum ponto da América Latina que o socialismo não funciona. Não importa o quanto você ache esta ideologia de adolescentes e universitários desocupados bonitinha, bacaninha, interessante, alternativa, na prática, ela é simplesmente o maior desastre já concebido na história da humanidade, em qualquer período. Uma formidável e eficiente máquina de sofrimento, devastação e morticínio, cuja produção de cadáveres a nível industrial não deixa a desejar nem mesmo para a Segunda Guerra Mundial.

 

O socialismo – dentre suas muitas deficiências – exige intervenções cada vez mais agressivas por parte do estado, para “consertar” os problemas gerados pelas intervenções estatais anteriores. Em determinado ponto, as intervenções tornam-se tão letais e intrusivas, que a estagnação econômica gera uma reação em cadeia contínua de intervenções cada vez mais discricionárias e recorrentes, potencializando uma epidemia de carestia e escassez irrecuperáveis, e então a degradação, a inanição e a precariedade tornam-se sintomas trágicos, porém corriqueiros, do cotidiano. Como é um sistema onde não há o menor respeito pelas leis de mercado, nacionalizações e expropriações passam a ser cada vez mais comuns, e foram estes sintomas da doença socialista que fizeram a Venezuela descarrilhar para ser aquilo que ela é hoje: um deplorável e sardônico inferno totalitário. 

 

Como sabemos, o governo federal americano – mais especificamente, a atual administração do presidente Donald Trump – aposta no Brasil como um aliado contra a Venezuela, e possivelmente, as forças globalistas que dão apoio, suporte e financiamento ao regime bolivariano, a saber, Rússia e China. Agora, o novo governo terá que decidir quais são as suas prioridades táticas a nível de diplomacia internacional, e agir de acordo contra os regimes autoritários cuja envergadura se espalham pelo mundo, com uma sombra sinistra sobre a América Latina, e principalmente nosso país, visto como uma espécie de “galinha dos ovos de ouro”, por sua superabundância de riquezas naturais. O presidente Jair Bolsonaro expressou recentemente sua consternação com as manobras militares russas em território venezuelano, mas até o momento não revelou nenhum plano de ação para lidar com o problema do “eixo do mal”. O que se sabe, no entanto, é que o governo americano aposta em uma coalizão de países sul-americanos, como Chile, Colômbia, Argentina, Paraguai e Peru, para isolar a Venezuela, com o Brasil na liderança.

 

Até o momento, algumas medidas foram tomadas contra a Venezuela – como sua exclusão do Mercosul – mas nada realmente substancial ou capaz de fazer efeito. O próximo passo, ao que tudo indica, pode ser levar o assunto para a OEA, a Organização dos Estados Americanos, onde resoluções mais duras possivelmente serão tomadas. Até que ponto surtirão efeito, no entanto, é uma incógnita. O que estes países esquecem, e parecem estar tentando evitar ao máximo, é a única solução óbvia e possível:  uma intervenção militar armada. Ditaduras não são suprimidas ou erradicadas, a não ser pela força. No entanto, continuam sendo almejadas formas pacíficas para solucionar o problema, sem ter de recorrer à violência ou derramamento de sangue.   

 

John Bolton – assessor de segurança nacional da Casa Branca –, pouco tempo depois da eleição de Jair Bolsonaro, afirmou que a América Latina não pode tolerar viver à "sombra do socialismo" e afirmou que Cuba, Nicarágua e Venezuela são a "troica da tirania". As ditaduras socialistas latino-americanas foram um tema recorrente nas reuniões que o novo governo teve com o secretário de estado americano, Mike Pompeo, após a posse de Bolsonaro. 

 

Com o novo governo, a Casa Branca espera definitivamente um posicionamento mais enérgico e pragmático vindo do Brasil, com relação a Venezuela. Este assunto tem preocupado e ocupado Donald Trump de forma pontual desde o princípio do seu governo.  

 

No momento, as expectativas estão altas para que se tome uma iniciativa drástica contra a ditadura de Nicolás Maduro, que em breve será empossado para um “novo” mandato, dando prosseguimento ao dissimulado teatrinho democrático de uma das ditaduras mais opressivas e sanguinolentas da história da América Latina.

Chega de desculpas, discursos ambíguos e permissividade. Por ora, vamos dizer um longo adeus à displicência e à negligência, e buscar uma solução definitiva para este nefasto problema. 

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