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Re-União 2017

A palhaçada atômica

January 17, 2019

O Brasil ainda insiste no delírio da energia atômica, uma quimera que até os países desenvolvidos estão trabalhando para abandonar, apesar do forte lobby dos fabricantes.

 

As usinas 1 e 2 de Angra, onde já se gastaram mais de R$ 180 bilhões do dinheiro público ao longo de mais de 40 anos e enriqueceram muitos apaniguados, continua sendo um buraco negro orçamentário.

 

Considerando o alto custo de manutenção e o baixo volume de energia gerada, a Aneel ainda quer mais dinheiro para o projeto Angra 3 que nunca acaba e nunca vai acabar e que necessita de mais R$ 17 bilhões, além dos R$ 10 bilhões já gastos, sem falar no risco de um acidente nuclear.

Se a verba for aprovada pelo governo Bolsonaro, quem vai pagar somos nós, visto que já foi considerado um aumento na conta de luz destinado para a expansão desse delírio faraônico.

 

Hoje segundo o departamento de energia atômica da Alemanha, um acidente nuclear como o de Fukushima consome cerca de US$ 5 trilhões para os processos de mitigação e descontaminação do ambiente, sem falar nos outros US$ 20 trilhões em prejuízos projetados na janela de 40 anos (que é o período standard para a descontaminação secundária) e o Brasil jamais conseguiria lidar com um problema desse tamanho.

 

Deveríamos pedir o fechamento das usinas de Angra e a parada de sua expansão com urgência, mas pelo jeito a preocupação urgente do brasileiro é discutir a posse de arma, que alias, nada mudou em relação ao governo PT.

O desinteresse e a falta de foco do brasileiro e da imprensa sobre problemas que realmente importam é um luxo que só as populações ricas possuem.

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