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Re-União 2017

Sem resposta

February 10, 2019

Sempre acompanhei, por curiosidade e interesse pelo processo investigativo, o noticiário policial e a atuação de grandes repórteres policiais como Percival de Souza, Jacinto Figueira Júnior (‘o homem do sapato branco, lembram?’), Marcelo Resende, Afanásio Jazadji...aquele que marcou época com suas histórias pelo rádio.
O que me trouxe certa admiração pelo trabalho investigativo da polícia brasileira, especialmente a perícia criminal.


Casos praticamente insolúveis foram elucidados com enorme rapidez e eficiência.
São muitos, mas um deles, emblemático, foi o do corpo de mulher encontrado dentro de uma mala em uma represa em Mairiporã, São Paulo.
Tudo o que a polícia tinha era um corpo sem identificação. Mais nada.
Não haviam sequer registros de desaparecimento de alguém que se encaixasse no perfil.
Em poucos dias, a polícia identificou a vítima, através de uma pequena etiqueta no forro da mala, descoberta pela perícia.
Era Magda Roncati, de 32 anos, modelo brasileira que trabalhava na Suiça.
Mais alguns dias, e o criminoso foi descoberto: Jimmy Richard, ex namorado da vítima.
Preso, o criminoso confessou, e foi julgado e condenado a 16 anos e seis meses de prisão em regime fechado, por homicídio e ocultação de cadáver.

 

O que nos leva, hoje, ao caso de Adélio, o quase assassino de Bolsonaro.
Porque, nesse caso, não existem respostas?
Porque, através de recursos matreiros , se permite aos advogados do criminoso que escondam o contratante?
Há pouco, o que se sabe é que a Justiça de Minas prorrogou o prazo -em 90 dias- para que a polícia descubra quem pagou pela defesa de Adélio Bispo de Oliveira.
A prorrogação não se refere à investigação do atentado em si, mas apenas do patrocinador da defesa.

 

Casos como o de Celso Daniel, Eduardo Campos, e até mesmo o de Tancredo Neves parecem ser destinados a permanecer numa sombra eterna, sem jamais serem elucidados.
Ao contrário dos crimes comuns, que são desvendados rapidamente por competência da polícia.
Um contrassenso que nos leva à inevitável conclusão de que as informações e dados sobre estes casos são mantidos em sigilo, em relatórios confidenciais.
Que nunca são levados ao conhecimento da população.


Por que?

E por que o próprio Bolsonaro não parece ter lá grande interesse em desvendar o caso?
Se o país vive um momento de renovação e de repúdio à velhas e odiosas práticas, é hora de se esclarecer e mostrar ao mundo quem quis e mandou matar Jair Bolsonaro.

Já não vivemos os tempos de memória curta, em que se podia empurrar casos como esse com a barriga e contar com o esquecimento da mídia e da população.
Hoje, não se esquece. O povo não esquece.


Assim, enquanto o presidente ainda sofre dentro do hospital as sequelas da facada que quase o matou, nós nos perguntamos:
Quem colocou a faca nas mãos de Adélio Bispo de Oliveira?

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