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Re-União 2017

Armas:tem caroço nesse angú

February 10, 2019

 

Tive muitas armas, era colecionador. Mas anos atrás, enfrentei um câncer brabo. Os médicos, vendo a gravidade, recomendaram para que eu cuidasse imediatamente de meus pendentes pessoais. 

Meu tempo tinha-se tornado curto, sem chance.

Então resolvi vender minhas preciosidades: revolveres, pistolas, fuzis. 

E passei tudo prá frente. Também costumava ler livros e revistas americanas falando de combate, sobrevivência, tem uma literatura muito interessante sobre esses assuntos. Mas deixei tudo para trás. 

 

Considerando as circunstâncias, disse adeus às armas.

Não queria que minha mulher tivesse que dispor de minha coleção, o que lhe traria muitas chateações. Mas milagrosamente, sobrevivi. A lástima é que então já tinha vendido tudo, fiquei sem nada. Foi difícil aceitar que andaria por aí sem uma máquina no coldre. Mas me acostumei.

Quase virei um paranoide. Avaliava desconfiadamente de cada um 

que se aproximasse de mim. A noticias policiais na tv sempre me traziam muita angústia. Até agora, aliás. 

 

Agora voltei a ser um “regular citizen”, papai-mamãe.

Eu poderia escrever um livro relatando as situações de perigo que tive de enfrentar no passado, com uma arma na mão. Assaltos. Hoje tenho uma visão bem menos engajada do que antes. Mas me sobrou uma forte convicção: o direito inalienável do cidadão de possuir e portar armas. Questão fundamental de legítima defesa. 

Isso sempre me levou a acirradas discussões. Meu argumento principal é que no Brasil se mata quase 70 mil pessoas por ano, inclusive provocada por drogas, sangrando a Nação. Vivemos num Vietnã, dos velhos tempos .

 

Portanto andar armado é quase uma necessidade vital.

A Polícia não segura tantas violências. E falando em segurança pessoal,

é preciso conhecer o essencial das regras que envolvem o uso de armas. Um risco permanente, de certa forma. 

 

Tem outro motivo para eu ser favorável às armas. 

Li outro dia que o movimento  Viva Rio, teve uma forte atuação na Venezuela, em campanhas de desarmamento que vendiam a idéia de que possuir armas só provoca problemas. São claros os seus motivos.

Na Alemanha nazista e em tantos outros regimes ditatoriais, a primeira coisa que se fez foi desarmar o povo. 

Uma cautela contra insurreições que possam colocar em risco a repressão ditatorial. Um povo armado faz a diferença quando se trata de proteger direitos democráticos, pessoais e da Nação 

 

No Brasil temos vivido a infeliz situação de uma quase proibição total de armas. Coincidindo, tem aqui um lobby fortíssimo da CBC- Companhia Brasileira de Cartuchos, que defende um monopólio fechado de armas e munições, o que praticamente nos torna dependentes da imposição de seus preços exorbitantes. 

 

E há a uma séria questão tecnológica. Nos Estado Unidos, as armas da CBC são consideradas de 2a. linha. 

 

Algumas importantes indústrias de armas estrangeiras que tentaram se fixar aqui foram deliberadamente afastadas por motivos “ignorados”. 

O Bolsonaro, aliás, fez até agora só uma reforma tímida e medíocre nessa situação periclitante. 

Por que esse retrocesso em suas promessas de campanha, Capitão?

 

Vídeo e matéria anterior sobre o assunto

https://www.areuniao.com/single-post/2019/02/06/Você-é-da-paz-eles-não

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