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Re-União 2017

Boechat,vou lembrar de você sempre sorrindo

February 11, 2019

Essa inevitabilidade de morrer, quando acontece, confirma nossa certeza de que nós também vamos apagar igual a uma vela, em nosso momento final.

Quando morre uma pessoa amiga, ficamos divididos. Um pedaço de nós pranteia quem se foi. O outro, vendo Dona Morte pronta a se fazer presente, faz-nos ficar acabrunhados, tomados do estranho sentimento de que a qualquer momento ela também venha para nós. 

Nossa onipotência se esvai ao ficarmos despertados pela presença de nossos medos. Nem temos certeza que a morte seja um ponto final na vida. A religião, a crença da reencarnação, a convicção de que reveremos o morto, através do seu espírito, alimenta nossas esperanças da existência de vida depois da morte. 

O contato esotérico, em espírito, sonhos, revelações, nos faz acreditar naquilo que gostaríamos fosse verdade, que vamos nos reencontrar com os que já se foram, algum um dia.

Eu nem posso imaginar os últimos segundos do Boechat e do piloto Ronaldo Quattruccci, enquanto o helicóptero despencava do céu. Então só quero desejar que, depois da queda, suas almas tenham sido alçadas a esse mesmo céu transcendental, um Olimpo mítico, na companhia excelsa dos anjos que lá em cima já os esperavam para envolve-los em conforto e amor. 

A ideia de Deus, aquele do catecismo com capa de madrepérola, é um valioso consolo, nesses dias de sofrimento. 
Então vamos rezar um pai nosso, por eles. E por nós.

Boechat, amigo, quero me lembrar de você sempre assim.

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