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Re-União 2017

Bolsonaro X Bebianno

February 16, 2019

Quando eu era menino, il mio nonno me levava para passear no Parque Trianon, aquele na frente do Masp. Tinha lá uns balanços e se eu pedisse muito ele concordava em me empurrar. Era uma tremenda excitação ir para o alto, o alto, o alto até que eu começava a gritar, de tanto medo. Aí ele me deixava voltar, o balanço finalmente parando.

 

Quer dizer: até o que é bom, muito bom, chega uma hora em que fica ruim.

 

Lembro dessa experiência do balanço quando vejo o que acontece com o Bolsonaro. Eu votei nele. E acho que tem muita chance desse governo dar certo. Mas o balanço dele, no parquinho, está subindo depressa demais. 

E quem está empurrando o balanço para o alto, são os filhos dele.

Eu, vendo essas coisas, acho que ele precisa descer do balanço, aos poucos, devagar. Muitos fatos estão se acumulando.

 

Não conheço o Bebianno, mas ele está fazendo o Bolsonaro entrar num Cumulus Nimbus, aquelas nuvens pretas cheias de ventos descendentes e ascendentes em alta velocidade, carregadas de chuvas e raios.

Os pilotos sabem desse perigo e são instruídos a voar longe daquele remoinho do inferno. Bolsonaro, fuja dos CBs. Você ainda vai enfrentar muitas tempestades feias.

 

Tivemos já escândalos demais durante os anos porcos do pt. E sofremos agora a consequência dos desfalques, das nomeações de prepostos para facilitar mutretas, das decisões que nos empurravam, ao precipício.

Tua imagem, hoje, é o contrário de tudo aquilo que transformava o Brasil num lupanar.

 

A facada que você levou teve consequências. Semanas de tratamento, anestesias, cirurgias pesadas. Qualquer pessoa normal, na convalescença, estaria debaixo dos lençóis, às seis da tarde, pronto para dormir. E você nem saiu da enfermaria e já está na batalha, pegando pela frente leões, cobras e todo tipo de animais ferozes e traiçoeiros. Calma.

 

Quando menino, il mio nono me aconselhava: “ Eninho, antes de matar um inimigo, durma em cima do problema.  Dois, três dias. E se, depois disso, você continuar com o mesmo ódio... bem, aí então...” 

Ele estava certo . Mas eu não tinha maturidade para entender a importância de ficar frio, nessas circunstâncias. E até hoje, repito impulsividades.

 

Mas você, Bolsonaro, já provou muitas vezes que é capaz de engolir ofensas e deixar para dar o troco depois. Continue assim, é o que eu diria, comandante de tantos generais. E aí, com um mínimo de turbulências, continue levando este país ao pódio, que o Brasil merece.

Um abraço do peito, amigo.

 

 

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