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Re-União 2017

Socialismo é resultado de ignorância econômica

March 4, 2019

 

Como Hayek certa vez afirmou, se socialistas compreendessem alguma coisa à respeito de economia, não seriam socialistas. Mises provou, com a teoria do cálculo econômico racional, que o socialismo não é apenas uma completa e total impossibilidade, mas uma utopia fantasiosa, que carece de alicerces plausíveis, e de um conjunto de preços devidamente quantificados por um sistema orgânico e salutar de oferta e demanda.

 

Não obstante, contrariando lógica e racionalidade, o socialismo continua a ser uma utopia alimentada por psicopatas políticos, que estão sempre buscando apoio para suas plataformas populistas. Mesmo que a matemática não corrobore sua doutrina, e economicamente, o intervencionismo estatal sempre se mostre corrosivo, demagógico e ostensivamente destrutivo, para a classe política obcecada pelo poder, isso é apenas um detalhe em suas agendas oportunistas. 

 

Mas o que faz o socialismo ser inviável?

 

Sob um sistema de planejamento central, todas as decisões à respeito de produtividade partem de um conjunto de especulações artificiais, que não se baseiam em princípios econômicos racionais. Desta forma, as alocações de recursos serão igualmente antinaturais e utilitaristas, e, portanto, materialmente simplistas e improfícuas. Tão perigoso quanto é o fato de que — como o socialismo baseia-se menos em produtividade do que em distribuição —, as leis fundamentais da escassez jamais são aplicadas, tampouco compreendidas em sua essência, o que faz com que toda e qualquer sociedade socialista invariavelmente entre em colapso, e suas vítimas tenham de enfrentar, eventualmente, uma brutal onda de precariedade, que as obrigue a passarem por toda a sorte de necessidades.

 

Tudo aquilo que não parte da análise racional do mercado será, necessariamente, uma decisão irracional. Como o sistema de planejamento central é um artifício inerentemente desprovido de lógica, todas as medidas deferidas pelo governo estarão sujeitas à politização do regime, que não se importará em levar em consideração as reais necessidades da população. Consequentemente, todas as decisões dos burocratas instalados no poder serão baseadas em um sistema de especulações, e, desta maneira, a alocação de recursos será inequivocamente irracional, o que irá resultar, fatalmente, em uma série irreversível, porém rotineira, de volumosos e incontáveis desperdícios.

 

Como a lei da escassez também será amplamente ignorada, todos os recursos serão otimizados de acordo com as plataformas políticas do regime, o que significa que os burocratas estatais estarão mais preocupados com números e resultados, do que em atender, na prática, as necessidades da população. Com a demonização da iniciativa privada, o capital vai sendo gradualmente asfixiado e erodido, o que irá, naturalmente, gerar pobreza. Como este sistema é contínuo, e seu fluxo sempre reverberante com a inflexibilidade do sistema, a pobreza eventualmente se tornará crônica, e se aprofundará. Apenas a elite política — e alguns de seus associados —, viverão em suntuosa abundância, ao passo que o restante da população estará condenado à miséria.

 

Outro grande problema do socialismo é a inexistência de autonomia e independência. Com a inexistência de liberdade econômica, a miséria se torna cada vez mais inexorável, o que obriga à população a recorrer ao mercado negro para sobreviver. Este, consequentemente, se expande, em proporção ao totalitarismo pragmático do regime, como vem a Coréia do Norte a ser o exemplo mais interessante neste aspecto. Comprando e vendendo produtos contrabandeados da China e da Coréia do Sul, a população em geral consegue obter sustento graças ao comércio paralelo ilegal que se desenvolve por uma questão de sobrevivência, onde se encontra de tudo, de alimentos à bebidas, passando por roupas e pen-drives contendo conteúdo proibido pelo regime.   

 

Como o socialismo não possui um respeito natural pela lei de oferta e demanda, a destruição econômica causada por este sistema é inerente às suas aplicações efetivas, que não enxerga na necessidade o efeito causal de uma orgânica, vibrante e pujante economia, de onde vem um efetivo sistema de preços. Sua irracionalidade é o alabastro de sua ingerência fundamental: o socialismo possui uma anatomia disfuncional e deficiente, e suas desmesuradas arbitrariedades logísticas corroboram suas impossibilidades práticas, alicerçadas não em diagramas lógicos, mas em abominações ideológicas que subvertem a ordem natural. Desta maneira, como o socialismo é brutal na prática, para este sistema não restará alternativa alguma a não ser parecer bonitinho na teoria, o que irá gerar simpatia em idiotas úteis que serão engajados na causa, mesmo que sua aplicação no mundo real gere destruição sistemática.

 

Ou seja, o socialismo não funciona. Não importa quantas vezes tentem aplica-lo, o resultado será sempre uma Cuba, uma Venezuela, uma Etiópia ou um Zimbábue. Caos, dor, sofreguidão, inanição e totalitarismo são os seus resultados inerentes. Apenas os idiotas úteis não enxergam o óbvio.  

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