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Re-União 2017

Três meses de governo

March 8, 2019

Após 13 anos de roubalheira sistematizada, temos um governo normal, com altos e baixos. Governo que tem dentro de si seus piores inimigos. Contra a oposição, usa-se balas de festim; contra sua própria base, tiros de canhão. Um governo que avisa a todos o que irá fazer, provocando uma reação em cadeia (no caso de Lula, literalmente) diária no país.

Onde está a estratégia?

Um governo eleito pelas redes sociais, e que despreza a importância de uma boa comunicação. Paradoxos do Brasil.

 

O vice-presidente da República parece gostar mais de holofote do que a Lady Gaga: precisa aparecer, precisa esclarecer, precisa falar, precisa dar algum recado. Há momentos onde meio silêncio bastaria. Há momentos onde 24h de posts e textos na "gaveta" poupariam dias de crise.

 

Sem a Reforma da Previdência, não haverá dinheiro para comprar nada, nem uma gaze. O foco público e primário deveria ser a Reforma. Até a imprensa, maior inimiga deste governo, aplaudiria sua aprovação, e pautas conservadoras e liberais poderiam ser emplacadas depois com certa calma no ar. Mas o governo crê que não tem problemas suficientes; pega o celular e vai pro Twitter "passar o tempo". Cria-se uma crise atrás da outra, como por hobby.

 

Agora o governo iniciou  Lives no Facebook semanalmente.

A cada sete dias, provavelmente novos problemas de comunicação, novos desmentidos, novos esclarecimentos, novas resoluções de problemas que não deveriam sequer existir. É hora de ficar quieto. Trabalhar. Fazer acontecer a Reforma da Previdência, num front, e o desaparelhamento estatal, principalmente na Educação, n'outro. E, sendo muito otimista, lutar pelo excelente pacote anti-crime de Sérgio Moro, no Congresso. Sendo um completo sonhador, até o Federalismo poderia ser levado a sério e à frente.

 

A máquina burocrática está entupida de verdadeiros inimigos do bem comum, aliados do próprio bolso e que prefeririam ver o Brasil destruído ante a seus privilégios retirados. Bolsonaro sabe disso. E sabe que, ainda que queira abordar um tema polêmico diante de dezenas de prioridades, há a forma correta de fazê-lo.

 

Aprovada a Reforma da Previdência, o pacote de Moro, dado um novo rumo para a Educação neste país, feito um aceno ao Federalismo, Bolsonaro poderá ser o melhor presidente da História. A escolha -- ainda -- é dele.

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